Mauricio de Sousa busca o ‘Guiness Book’ com gibi de 1 metro de altura
Revista será lançada na Bienal do Livro de SP, no domingo (5), e custará 1.000 reais

Mauricio de Sousa está prestes a entrar para o Guinness World Records, o livro que registra recordes mundiais, com o lançamento de uma revista da Turma da Mônica. No próximo domingo, o quadrinista apresenta ao público da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo um gibi que deve ocupar o posto de maior revista em quadrinhos do mundo, com 1 metro de altura por 70 centímetros de largura.

Mauricio conta que a ideia do “gibizão” surgiu em seu estúdio em São Paulo, a Mauricio de Sousa Produções (MSP), já com o objetivo de quebrar o recorde atual. “Estávamos falando sobre premiação, Guinness e aí nasceu a ideia de fazer um gibi fora da caixa – que nem cabe em uma caixa, na verdade”, diz.
Segundo o site do Guinness, o título de maior revista em quadrinhos do mundo pertence, desde 2014, ao primeiro capítulo da graphic novel CruZader™: Agent of the Vatican, do americano Omar Morales, que tem 94,46 centímetros de altura por 60,96 centímetros de largura. Na Bienal do Livro, um juiz e um arquiteto enviados pelo Guinness vão medir a revista da MSP e, se confirmadas as informações, validar o recorde. Será a primeira inserção no Guinness tanto da MSP quanto da Panini, que publica os quadrinhos de Mônica e companhia.
A HQ da Turma da Mônica terá dezesseis páginas, com seis histórias e uma tirinha ao final. “Escolhemos histórias com um mix de personagens para agradar a todos e tentar trazer uma aventura de cada um: Astronauta, Cebolinha, Mônica e Turminha, Penadinho, Mônica e Magali e Bidu e Franjinha”, afirma José Eduardo Martins, presidente da Panini Brasil. “São enredos baseados no que as pessoas estão acostumadas a ver nos personagens”, diz Mauricio, contando que os leitores poderão ver, nas páginas gigantes, o Cebolinha armando mais um plano infalível contra a Mônica e o Bidu fugindo do banho. As histórias, como todas do estúdio, foram aprovadas pessoalmente por Mauricio e sua filha Marina Takeda e Sousa, que seguiu os passos do pai como roteirista e desenhista.
De acordo com Martins, o maior desafio para criar a revista foi produzir um material o mais similar possível aos gibis regulares, mas que ao mesmo tempo atendesse às regras do Guinness. “Contamos com uma gráfica especializada no segmento editorial e com uma equipe de engenheiros para que o produto tivesse uma estrutura firme para leitura, com uma gramatura mais grossa para evitar que rasgue ao ser manuseado”, conta.
Mauricio afirma que sempre se anima com qualquer lançamento ou novidade com os personagens que criou quase seis décadas atrás. “A gente sempre se desafia a criar coisas diferenciadas”, afirma. “É gostoso participar de um movimento como esse, faz bem para as vendas, a imagem e a história do estúdio.” Em edição limitada, o gibi teve tiragem de cem unidades e será vendido por 1.000 reais a partir desta sexta-feira na loja online da Panini e na Bienal do Livro. Em breve, chegará também a algumas lojas do varejo.