Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: VEJA por apenas 5,99

Markus Zusak: Épicos do subúrbio

Autor do best-seller 'A Menina que Roubava Livros' lança, treze anos depois, um romance em que a morte é uma figura central

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 Maio 2019, 07h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 16h05
  • Foram treze anos entre A Menina que Roubava Livros e O Construtor de Pontes. Por que demorou tanto a escrever um livro novo? Nunca pensei que A Menina que Roubava Livros poderia ser um sucesso. Na verdade, ainda fico intrigado com isso. Acho que levei treze anos entre um e outro porque estava tentando escrever melhor do que realmente escrevo. Tentei vencer uma competição particular e fazer um livro melhor que A Menina… Sou ambicioso.

    A Morte é um personagem de A Menina…, e, embora não seja tão personalizada, também é central no novo livro. Por quê? Tenho fascínio pela ideia de que a morte dá valor à vida. A morte nos impele, de alguma maneira, a refletir sobre o sentido do que vivemos. É comum pensarmos que temos vidas ordinárias e desinteressantes. Mas carregamos em nós as histórias de pessoas que já morreram. Começamos a ser lapidados por esse passado familiar já antes de nascermos. Por isso gosto de escrever sobre famílias e suas jornadas. O que eu faço são, digamos assim, épicos do subúrbio.

    Sua mãe é alemã e seu pai, austríaco. Como foi crescer em um lar de imigrantes na Austrália? Filho de estrangeiros, eu era um pouco diferente das outras crianças, e algumas pessoas faziam questão de apontar essas diferenças. Minha mulher também é uma refugiada. Ela tinha 6 anos quando a família se mudou do Leste Europeu para a Austrália. As histórias sobre o nazismo contadas pelos meus pais influenciaram A Menina que Roubava Livros, enquanto a minha mulher inspirou a mãe do meu novo livro, que deixa a Europa Oriental durante o avanço do comunismo. São essas boas histórias que me levam a escrever. A Menina…, por exemplo, não nasceu para ser um livro antinazista: nasceu para contar histórias incríveis que ouvi de pessoas que passaram por aquele terrível período.

    A adaptação de A Menina… para o cinema fez mais de 70 milhões de dólares de bilheteria. Espera ver O Construtor de Pontes transformado em filme também? Por enquanto, só estou feliz de O Construtor de Pontes ter saído. Não crio expectativas de que minhas tramas sejam levadas para o cinema ou para a TV. Já penso nos meus próximos projetos. Tenho uma ideia de outro livro de ficção e de um de não ficção. Vamos ver qual deles vê a luz do dia primeiro.

     

    Publicado em VEJA de 29 de maio de 2019, edição nº 2636

    Continua após a publicidade
    Continua após a publicidade
    carta
    Envie sua mensagem para a seção de cartas de VEJA
    Qual a sua opinião sobre o tema desta reportagem? Se deseja ter seu comentário publicado na edição semanal de VEJA, escreva para veja@abril.com.br
    Continua após a publicidade

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.