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Kevin O Chris: ‘Parceria com Drake é vitória para o funk’

O funkeiro carioca caiu nas graças do cantor canadense, uma das principais atrações do Rock in Rio

Por Jana Sampaio - 31 out 2019, 16h28

Com clipes que acumulam quase 200 milhões de visualizações no YouTube e agenda fechada até março de 2020, o carioca Kevin O Chris, de 22 anos, caiu nas graças até do cantor canadense Drake, principal atração do último Rock in Rio, que gravou uma versão do seu funk Ela é do Tipo.

O senhor causou alvoroço nas redes sociais ao divulgar um trecho da versão do Drake para a sua música Ela é do Tipo. Como se aproximaram? A Anitta fez essa ponte entre nós. Ela mostrou a música para ele e, depois de conversarmos por duas semanas, ele escreveu a versão em inglês. Mas ele gostou tanto da letra que vai cantar alguns trechos em português também. É uma vitória para o funk e para os funkeiros, que merecem ser reconhecidos.

O senhor diz isso porque já foi discriminado por cantar funk? Sim. Não existe favelado e funkeiro no Brasil que não tenha sofrido algum tipo de preconceito, infelizmente.

Ainda assim o senhor tem conseguido quebrar barreiras e será o primeiro MC a cantar no Lollapalooza como convidado. Estou feliz porque é um reconhecimento e é importante haver representatividade nos festivais. No Rock in Rio, por exemplo, a Anitta quebrou tudo no Palco Mundo cantando funk.

Você se considera um apadrinhado pela Anitta por ela ter apresentado sua música ao Drake? Todos nós que vivemos do funk deveríamos nos sentir apadrinhados pela Anitta. Sempre tem o dedo dela no crescimento do movimento, seja nessa ou em qualquer outra situação.

Mesmo com canções sobre sexo, há mulheres que elogiam suas letras por promover o empoderamento feminino. O senhor se considera feminista? Super apoio a causa e reconheço a importância do movimento. Eu amo as mulheres e respeito quem amo, então é natural compor letras que exaltam as mulheres. Além disso, elas estão certas em reclamar. Tem muito cara vacilão.

Depois da parceria com o Drake e de ter subido ao palco com o rapper Post Malone, no Lollapalooza, pensa em se lançar internacionalmente? Carreira internacional não está nos meus planos, ainda. Não penso, por exemplo, em cantar em inglês. Acabei de fazer uma turnê nos Estados Unidos e o que eu gosto é de ver os gringos cantando nossas músicas.

Quantos shows você faz por mês, atualmente? Bagulho é doido, ritmo louco! (A assessoria informou que Kevin faz cerca de 20 shows por mês).

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