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Fênix do suspense

Antes tido como arruinado, M. Night Shyamalan uniu-se a um produtor esperto e vem colhendo sucesso. 'Vidro' é sua nova investida

Por Isabela Boscov 11 jan 2019, 07h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 16h16
  • Quando o escritor F. Scott Fitz­gerald disse que “não existem segundos atos na vida americana”, foi porque não adivinhara o poder de regeneração de Hollywood — onde atores caídos em desgraça ressurgem como ídolos e cineastas dados por arruinados, como M. Night Shyamalan, renascem para o favor popular. Verdade seja dita, o diretor de O Sexto Sentido topou uma reformatação radical: de realizador bem financiado, passou ao time da Blumhouse, a produtora ultra-­ágil que manda hoje no terror e já garimpou 3 bilhões de dólares nesse filão. Jason Blum, o todo-poderoso da Blumhouse, é filho do marchand que lançou Andy Warhol como o papa da pop art e produz filmes — de Atividade Paranormal a Corra! e Infiltrado na Klan — com tino comparável: antecipa-se às tendências, programa orçamentos mínimos e oferece participação na renda. Para A Visita, de 2015, Blum deu a Shyamalan 5 milhões de dólares (um troco de padaria para os padrões do cinema americano) e arrecadou quase 100 milhões na bilheteria. Para a segunda parceria, Fragmentado, de 2016, destinou-lhe 9 milhões, mas colheu mais de trinta vezes a quantia. Agora, com Vidro (Glass, Estados Unidos, 2019), que estreia no país nesta quinta-feira, o diretor e o produtor dobraram as apostas: rodado por 20 milhões, o filme surfa na história e no sucesso de Fragmentado e busca fãs antigos atando o novo enredo ao de Corpo Fechado, de 2000.

    David Dunn (Bruce Willis), o sujeito indestrutível daquele filme, agora caça Kevin Crumb (James McAvoy) e seus 22 “alter egos” antes que eles repitam o massacre que perpetraram em Fragmentado. Caem ambos (ou todos) na armadilha de uma psiquiatra (Sarah Paulson) especializada em gente com síndrome de super-herói — e descobrem-se na companhia do Sr. Vidro (Samuel L. Jackson), autor dos horrores de Corpo Fechado. Shyamalan costuma descambar para o salseiro no terço final de seus filmes, depois de sua habitual reviravolta. Mas aqui segura as pontas até o desfecho, e ainda deleita a plateia com algumas tiradas muito perspicazes sobre a obsessão dela pelos quadrinhos e pelos super-­heróis. Acabou-se o suspense, enfim: Shyamalan está mesmo de volta.

    Publicado em VEJA de 16 de janeiro de 2019, edição nº 2617

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