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Fãs vibram com romance, moralismo e principalmente com ação em ‘Amanhecer – Parte 2’

As cenas apimentadas entre os vampirescos Edward e Bella não figuram entre as esperadas pelo público, que parece mais interessado na luta final

Por Meire Kusumoto 15 nov 2012, 15h06

Talvez já resignado pelo tratamento frio dado pela mórmom Stephenie Meyer ao tema sexo, quem foi conferir a pré-estreia brasileira de Amanhecer – Parte 2, último episódio da saga Crepúsculo, nesta quarta-feira, estava mais interessado na adaptação da batalha criada pela autora no último livro da série do que em um possível rala e rola entre Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart), agora revigorada como vampira. O prometido ápice da franquia põe de um lado a família de vampiros do bem, os Cullen, à qual os heróis são ligados, é claro, e de outro a família de vampiros autoritários Volturi, os chefões da espécie.

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Momentos antes da sessão começar no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, que teve todas as suas oito salas tomadas pela pré-estreia, outros ainda diziam estar curiosos para saber como Bella ficaria. Afinal, Amanhecer – Parte 1 – o último livro foi fatiado em dois longas para render mais bilheteria – termina com a sua conversão em vamp. Já cenas mais picantes entre a personagem e Edward pouco animavam os fãs, a despeito de declarações dos atores, que em entrevistas sobre o filme disseram que ele teria mais teor sexual que os anteriores.

Fernanda Pires, 20, leu toda a série escrita por Stephanie Meyer – o primeiro volume quatro vezes – e assistiu a todos os filmes. Ela esperava ansiosamente pela luta final. Para a estudante, a mistura entre romance e universo sobrenatural em Crepúsculo, turbinada por efeitos especiais (ainda que toscos), formam uma ótima combinação na tela. Se ela pudesse mudar algo, seria apenas o casal principal, que passaria a ser composto por Bella e pelo lobisomem Jacob (Taylor Lautner). “Jacob é muito melhor. O Edward simplesmente não existe, é formal demais”, disse.

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Clara Nogueira Barelli, de 12 anos, que engrossa a preferência por Jacob, também aguardava o conflito final. A menina arrastou o pai, Amarildo Barelli, 49, para o cinema para assistir a Amanhecer – Parte 2. Programa de índio para o paizão? Nem tanto. O advogado diz que, de tanto ver os filmes com a filha, acabou gostando e queria saber como terminaria a saga – até porque ele não leu os livros, naturalmente. Para Barelli, o desfecho mais aguardado era o do romance entre Renesmee, a filha de Edward e Bella, e Jacob, que com ela teve um imprinting (espécie de amor à primeira vista dos lobisomens, capaz de criar um laço eterno).

Por sua vez, as amigas Tatiane Lopes, 34, e Cida Rodrigues Lima, 68, queriam saber o que ia acontecer com a nova imortal, Bella. “A última cena do filme anterior mostra só a Bella abrindo os olhos e isso criou suspense. Quero saber o que vai acontecer agora”, disse Tatiane. Elas afirmaram gostar de Crepúsculo porque a série é protagonizada por vampiros “do bem”, que não matam humanos e se alimentam com sangue de outros animais.

“Além de ser um romance maravilhoso, a série dá importância a valores como verdade, amizade, família, fidelidade”, disse Carolina Trancucci, 30. Por falar em fidelidade, a pulada de cerca de Kristen Stewart e o término do namoro com Robert Pattinson não foram relevantes para a fã, que compartilha da ideia de que todos devem ter uma segunda chance. Apesar disso, a secretária executiva não descartou a possibilidade de o relacionamento ser apenas jogada de marketing para promover o filme. Carolina, que foi ao cinema junto com a amiga Marina Stumpf, 24, disse querer saber também se como vampira Bella seria mais “viva”, já que, quando humana, era uma “mosca morta”.

Durante o filme, palmas, gritos e lágrimas deram o tom de Amanhecer – Parte 2. A tuiteira Lily Marques, de 24 anos, saiu convencida de que viu o melhor filme da franquia. “Foi surpreendente. Apesar de ter lido o livro, esqueci de algumas partes e fiquei chocada com o que vi.” A amiga Letícia Almeida, 20, disse ter gritado muito nas cenas de ação. “No final, fiquei aliviada e comecei a chorar”, disse. Para ela, que é estudante de Letras, a série de Stephanie Meyer é tão boa quanto a da britânica J. K. Rowling, Harry Potter. E os filmes são melhores.

Lily e Letícia estavam acompanhadas de Patrícia Abed, de 43 anos. A secretária, que leu todos os livros e viu todos os filmes de Crepúsculo, também lembrou da saga de J. K. Rowling, mas por outro motivo. Durante a infância da filha, ela leu o primeiro livro de Harry Potter para a menina, que acabou criando interesse pela leitura. O restante da série ela leu sozinha, e daí partiu para os livros de Stephanie.

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