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Dez comidas brasileiras que despertaram amor e ódio na Olimpíada

Enquanto biscoito Globo é criticado pelos americanos, açaí, tapioca e outras iguarias conquistaram gringos de paladar refinado

Por Da redação Atualizado em 15 ago 2016, 20h06 - Publicado em 15 ago 2016, 20h03

Os cariocas não gostaram nada de uma matéria do jornal The New York Times criticando a tradicional iguaria de praia Biscoito Globo. “É ar que se transformou em uma bolacha em forma de donut”, resume a publicação. Em um esquema “ame-a ou deixe-a”, a culinária brasileira ganhou holofote com os jogos olímpicos e virou tema em programas de TV no mundo e também nas redes sociais de atletas e correspondentes, alguns felizes com as comidas, outros nem tanto.

Confira abaixo os quitutes típicos que causaram reações variadas na Rio 2016.

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Açaí

O refrescante açaí na tigela caiu nas graças do time feminino de futebol americano. Durante a passagem das moças por Belo Horizonte, elas publicaram uma foto no Instagram oficial do time curtindo a fruta em uma sorveteria. A jogadora Alex Morgan declarou diversas vezes sua paixão pelo doce nas redes sociais. “Nada melhor que tomar açaí após um treino”, afirmou no Twitter.

https://www.instagram.com/p/BIiJQx5gM4t/?taken-by=ussoccer_wnt

 

Café

O cafezinho forte e servido em copos modestos foi alvo de controvérsia entre os correspondentes estrangeiros, que reclamaram do tamanho da porção servida de graça na área de imprensa da Olímpiada. O repórter Scott Stinson, do jornal canadense National Post, publicou na rede social uma foto e um texto reclamando do tamanho dos copinhos. “Eu sei que todo mundo já postou fotos dos copos pequenos de café nos centros de imprensa do Rio, mas sério”, diz o texto. Muitas respostas vieram para contestar o rapaz. “Isso porque nosso café é muito mais concentrado do que aquele negócio que parece chá que vocês bebem. Se preferir, dilua um copinho desses em água quente em uma xícara maior, então vai ficar parecido com o que você costuma tomar”, disse um usuário do Twitter.

Em contrapartida, Jenna Bush Hager, filha do ex-presidente George W. Bush, que está no Rio para a cobertura dos jogos, se deleitou nos prazeres do cafezinho brasileiro. “Aqui o café é fresco, doce, com sabor reminiscente de nozes e uma pitada de cacau, brota como água”, diz a moça, como quem descreve os sabores de um refinado vinho.

 

Tapioca

A Vila dos Atletas possui em seu cardápio diversas guloseimas típicas, como açaí, brigadeiro, farofa e tapioca. A última fez sucesso entre os britânicos. A delegação de futebol da Grã-Bretanha se apaixonou pelo prato em sua passagem por Minas Gerais, como garante o jornal Estado de Minas. “Gostaram muito da tapioca, mas teve gente da comissão técnica se arriscando e experimentando um misto quente e um pastel de carne. Os atletas não”, conta uma funcionária de uma padaria. Afinal, misto quente já é demais. A fama da comida ecoou no jornal britânico The Guardian, que publicou um vídeo ensinando a produzir o prato.

Tapioca

 

Biscoito Globo

O jornal The New York Times fez uma longa reportagem criticando os tradicionais biscoitos Globo. Segundo a publicação, o alimento “não têm gosto”. “É uma textura e nada mais – é ar que se transformou em uma bolacha em forma de donut. Estalar um em sua boca é como se seus dentes estivessem em uma festa para a qual a língua não foi convidada”. Na internet, alguns brasileiros concordaram com a matéria. Outros, nem tanto. “Você limpa a casa, esconde a bagunça nos armários, joga a sujeira pra baixo do tapete pra gringo vir aqui falar mal do Biscoito Globo? Migo!”.

Vendedor de "Biscoito Globo", numa praia do Rio de Janeiro
Vendedor de “Biscoito Globo”, numa praia do Rio de Janeiro Andre Valentim/

 

Churros

Enquanto o Biscoito Globo era espinafrado, o New York Times também elogiou outras comidas encontradas nas ruas do Rio. Entre elas estava o churros que, segundo a publicação, são “cremosos e sublimes”.

Churros

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Pão de queijo

O salgado é citado pelo site americano Eater, especializado em gastronomia, como uma das grandes iguarias brasileiras, daquelas que tipicamente acompanham uma xícara de café – como acontece com o croissant na França e o donut ou o bagel nos Estados Unidos. “Fáceis de mastigar, quase cremosos por dentro, os pães de queijo são um importante petisco entre brasileiros, mais bem apreciados com um café pela manhã, apesar de estarem disponíveis e serem consumidos a toda hora”, diz o texto.

O pão de queijo faz tanto sucesso entre estrangeiros que, desde que os Jogos Olímpicos começaram e a cultura e a gastronomia brasileira ficaram em evidência, os gringos estão recuperando várias receitas que ensinam a preparar o salgado em sites e jornais internacionais.

Pão de queijo

 

Coxinha

O salgadinho preferido das festas de aniversário de crianças também conquistou os gringos, claro. Uma reportagem do tabloide britânico The Sun menciona a coxinha ao listar os pratos que são oferecidos na Vila dos Atletas. “As pontudas coxinhas são um dos pratos favoritos nas festas de aniversário. Originalmente feitas com coxas inteiras de frango, agora elas são feitas a partir de frango picado ou cortado coberto com massa e modelo para parecer com a coxa do animal”, diz o texto.

O jornalista americano Matt Pearl, do canal 11Alive, afiliado da rede NBC, também conheceu a coxinha e relatou sua primeira experiência com a iguaria no Rio de Janeiro em um post em seu blog. “Precisei experimentar… e fiquei feliz por isso, porque era delicioso”, escreveu o repórter. Ele também contou que, ao publicar uma foto em que aparecia comendo uma coxinha em seu perfil no Twitter, os brasileiros, empolgadíssimos, começaram a lhe enviar inúmeras mensagens indicando lugares onde ele poderia apreciar o petisco tanto no Rio quanto em Atlanta, cidade americana onde ele mora.

 

Feijoada

O famoso prato é um dos mais lembrados pelos estrangeiros quando se fala em culinária brasileira. Uma lista preparada pelo site Business Insider descreve a feijoada como “frequentemente considerado o prato nacional do Brasil”. “O reconfortante prato é servido com arroz, couve refogada e farofa. Não apenas uma refeição, mas um evento a ser compartilhado com os amigos e a família, a feijoada é geralmente apreciada aos sábados – o dia que é descrito como ‘o dia da feijoada’”, diz o texto.

Nos últimos dias, o ator americano Matthew McConaughey foi visto comendo uma feijoada durante sua passagem pelo país para os Jogos. Não deve ser uma novidade para o ator, já que ele é casado com a modelo brasileira Camila Alves e afirmou em entrevistas que é familiarizado com a gastronomia brasileira.

Feijoada

 

Brigadeiro

Um dos doces mais queridos pelos brasileiros também caiu nas graças dos turistas estrangeiros que estão no país para a Olimpíada. O site Huffington Post, por exemplo, encheu de elogios a sobremesa feita à base de leite condensado e chocolate. “Provar esse doce de chocolate, quase sempre servido como uma bolinha coberta de granulados e que pode ser comido em duas mordidas, é como afundar os dentes em um sonho”, diz o texto. “O brigadeiro é basicamente amor traduzido em uma sobremesa.” O site também traz um vídeo com uma receita do doce.

Quem também aprovou o brigadeiro foi o jornalista australiano Anthony Sharwood, já conhecido entre os brasileiros por sua animação enquanto cobre os Jogos para o Huffington Post Austrália. “Meu primeiro brigadeiro – o famoso doce brasileiro! E essas moças adoráveis me deixaram provar de graça! Amo você, Rio-2016”, escreveu o repórter em seu perfil no Twitter.

Caipirinha

O drinque nacional ganhou uma reportagem do site do jornal britânico The Guardian, que explica como a bebida é feita e como é apreciada por brasileiros e, com o início dos Jogos Olímpicos, também pelos americanos. “O coquetel mais pedido nos Estados Unidos é a margarita. Mas durante os Jogos no Rio, ela pode ser substituída por outro clássico de um país mais ao sul: a caipirinha”, diz o texto.

A caipirinha ganhou pelo menos um fã famoso após o começo dos Jogos, o secretário de Estado americano, John Kerry. Segundo a coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo, Kerry bebeu vários copos da bebida durante uma festa no Palácio do Itamaraty, no Rio, no último dia 5. “O mundo muda quando a gente toma uma caipirinha”, disse o secretário na ocasião.

Capirinha
Capirinha iStock
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