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Dani Bolina prega a aceitação dos corpos nos desfiles do Anhembi

"Me dê licença o cara que chegar aqui e se preocupar com a cicatriz”, afirma a modelo

Por Eduardo F. Filho 22 fev 2020, 00h44

Dani Bolina ficou famosa pelo corpo escultural, construído em academias de São Paulo. Participou do programa Pânico na TV por seis anos. Virou um símbolo entre as “Panicats” por ter conseguido não ser apenas uma das modelos que ficavam de costas para as câmeras por todo o tempo. Apresentou quadros, fez entrevistas, e deixou a atração pela porta da frente. Hoje, aos 36, prestes a ser estrela de mais um carnaval, diz: “A vida inteira eu trabalhei expondo o meu corpo. Mas já está um pouco mais difícil de segurar”.

Ela é rainha de bateria da Unidos de Vila Maria, que irá desfilar na madrugada de sábado para domingo, em São Paulo. Para estar pronta para entrar na avenida, Dani diz ter feito sacrifícios pra se encaixar “nos padrões” aceitos para o carnaval. “Nesse carnaval eu dei uma emagrecida para desfilar. Perdi seis quilos em três meses”, conta.

Contudo, apesar de ainda valorizar seus atributos físicos, ela diz que o mundo está mudando e que as pessoas estão passando a aceitar todos como são de fato, sem a expectativa de encontrar corpos e rostos perfeitos pela avenida. “Hoje as mulheres se aceitam mais do jeito que são. Com celulites, gordinhas, estrias, cicatrizes. Eu, particularmente, tenho uma cicatriz de uma cirurgia de redução de seio, feita há dois anos. Ela faz parte do meu corpo e estou levando ela comigo”, diz. “Não estou nem aí. Me dê licença o cara que chegar aqui e se preocupar com a cicatriz”, ri.

Dani deixou o Pânico em 2011, quase uma década atrás. Ela diz que, apesar de escolas de samba continuarem apresentando mulheres seminuas na avenida, muita coisa mudou de lá para cá. “Mulher seminua sempre vai encontrar público na televisão, independentemente do tempo ou da luta feminista. Mas eu acho que outras coisas que o Pânico fez, por exemplo, outros quadros não têm mais lugar. Hoje, as pessoas se ofenderiam com as piadas”, afirma. “é muito legal que exista essa conscientização. Seria estranho se não tivesse.” Concordamos, Dani.

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