Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!
Imagem Blog

Matheus Leitão

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Pandemia 2.0

Davi Lago lembra que março de 2021 se assemelha a março de 2020: é hora de ouvirmos os profissionais de saúde e superarmos impasses elementares

Por Davi Lago 14 mar 2021, 13h46 | Atualizado em 14 mar 2021, 13h50
Pandemia 2.0 Priorize VEJA no Google

Muito se falava sobre a “pós-pandemia” para 2021, mas o que veio foi a “re-pandemia”. Apesar do início da vacinação, os hospitais voltaram a encher com brasileiros e brasileiras contaminadas pela Covid-19. Infelizmente, o número de óbitos voltou a subir vertiginosamente. Em reação, a maior parte dos estados brasileiros impôs medidas drásticas de distanciamento social. Março de 2021 se assemelha ao março de 2020. A situação é tensa e, por isso mesmo, é necessário destacar: o poder público e a sociedade não estão completamente no escuro como no ano passado. Com doze meses de estado pandêmico já há muito aprendizado sobre o gerenciamento de crises.

Os cientistas estão mais informados sobre o vírus, as primeiras vacinas foram desenvolvidas, as equipes médicas desenvolveram protocolos mais eficientes, as pessoas adquiriram novos hábitos. “Crise” é etimologicamente um período de novas posturas e decisões. O termo grego “krisis” indica um período de decisão. Por exemplo, o tempo de diagnóstico e prescrição de tratamento pelo médico ou o tempo de ponderação e sentença pelo juiz. 

Grande parte dos protocolos de crise utilizados no último ano surgiu na década de 1980. A história é simples: o estudo sobre gerenciamento de crises mudou completamente em 1979 após o acidente na central nuclear estadunidense de Three Mile Island na Pensilvânia. O derretimento de parte do complexo de reatores foi o mais grave até então – superado em 1986 pelo acidente em Chernobil e 2011 pelo acidente em Fukushima. A tragédia em Three Mile Island e sua ampla repercussão midiática demonstrou que na era da comunicação em massa as sociedades democráticas precisam levar a sério o “gerenciamento de crises”. Surgiu, então, o curso pioneiro de graduação universitária deste assunto na C. Mello University de Pittsburgh: Crisis Management. De lá para cá, programas foram desenvolvidos em todo o mundo. 

Os gabinetes de crise passaram a incorporar não apenas estratégias militares, mas uma série de medidas relacionadas aos procedimentos de comunicação institucional em meio às crises. A democracia  exige simultaneamente ações emergenciais para conter os problemas e a máxima transparência nos processos decisórios. Após três décadas e muitas outras crises, os processos do gerenciamento de crises foram aprimorados e utilizados em outros contextos, como a preservação da imagem de marcas, pessoas e empresas. Esse conjunto de métodos visa colocar ordem na confusão.

Continua após a publicidade

A sociedade brasileira está em tempo de aplicar rápido as lições aprendidas no último ano. É tempo de ouvir sanitaristas, enfermeiros, médicos, pesquisadores científicos, gestores, e todos que atuaram na linha de frente da pandemia. Precisamos ouvir estes profissionais, reunirmos e divulgarmos as melhores práticas. Sobretudo, é tempo de superarmos impasses elementares.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).