Pergunta que não quer calar: Sydney Sweeney quer ser a nova Marilyn?
Naked dresses, glamour vintage e referências diretas: a atriz flerta com o mito mais icônico de Hollywood
Ao pensar em Hollywood, a primeira imagem feminina que vem à cabeça ainda é Marilyn Monroe. Mesmo depois de tantas estrelas, décadas e reinvenções, nenhuma conseguiu ocupar com tanta força esse lugar no imaginário coletivo. Isso porque, talvez, nenhuma personificasse tanto o glamour em meio a uma história pessoal turbulenta. Marilyn também teve ligações políticas, mesmo que indiretamente, com o suposto envolvimento amoroso com o presidente John F. Kennedy, que, embora nunca tenha sido confirmado oficialmente, foi alimentado pela apresentação da estrela, em um vestido justo cravejado de cristais, cantando “Happy Birthday, Mr. President” em 19 de maio de 1962 – um dos momentos mais icônicos da cultura pop. Marilyn ainda era um dos maiores símbolos culturais da época — e, sim, ditava moda. Seus vestidos seguem vivos na memória afetiva do cinema, do rosa-choque de “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) ao branco esvoaçante de “O Pecado Mora ao Lado” (1955).
E é nesse território mítico que Sydney Sweeney começou a flertar. Atriz que já virou assunto tanto por looks provocativos — como o naked dress que deixou os seios à mostra — quanto por sua imagem controversa, frequentemente associada (com ou sem fundamento) a uma musa da direita americana, ela agora parece mirar mais alto: Marilyn. Não apenas como referência estética, mas quase como um arquétipo a ser revisitado.
No Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, onde promovia “Christy – Um Novo Round” e recebeu o Virtuosos Award, Sydney apareceu com um vestido vintage de Ceil Chapman quase idêntico ao usado por Marilyn na capa da revista Life, em 1952. Ombro a ombro, broche central, tecido creme franzido e silhueta marcada: não foi só inspiração, e sim, uma clara citação direta. Ceil Chapman, vale lembrar, era uma das queridinhas da era de ouro de Hollywood, vestindo Elizabeth Taylor, Jayne Mansfield, Deborah Kerr, Eva Gabor — além da própria Marilyn.
Essa não foi uma jogada isolada. Na estreia de “A Empregada”, em dezembro, Sydney já havia apostado em um vestido branco customizado de Galia Lahav, claramente pensado para evocar a cena clássica do metrô de “O Pecado Mora ao Lado”, não à toa, a imagem mais lembrada de Marilyn até hoje. Em uma versão “glamazon”, o vestido da atriz trazia corpete estruturado, cintura ultra marcada, saia volumosa com barra de pelúcia branca, um styling completo da Old Hollywood, arrematado pelo batom vermelho, ondas suaves no cabelo e joias de impacto.
Lindas, loiras, musas cercadas por política, desejo e controvérsia — os paralelos estão todos ali. A diferença é que Marilyn virou mito sem tentar ser. Já Sydney parece bem consciente do peso simbólico que está pleiteando ser. Quer ser a nova Marilyn? Talvez seja cedo para dizer. Mas, na moda, pelo menos, ela já entendeu a lição principal: quando se toca no imaginário de Marilyn Monroe, o barulho é garantido. E Sydney Sweeney, definitivamente, sabe como fazer isso.
Em tempos, para completar o look de Santa Bárbara, a atriz escolheu um par de slingbacks nude da Ferragamo, com detalhe de laço e bico fino — modelo clássico da marca italiana que custa US$ 1.090. Um toque contemporâneo (e nada discreto) para arrematar sua fantasia de Old Hollywood.
Veja os looks de Sydney e as referências a Marilyn Monroe:





