‘Pendular’ e a possível autópsia de uma relação
Premiado na mostra ‘Panorama’, em Berlim, longa da brasileira Julia Murat examina com economia de palavras o arco do relacionamento entre dois artistas
Ok, isso pode parecer um spoiler, mas não é. Ou não o é assim como dizer que Azul É a Cor Mais Quente, o badalado filme do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, apresenta, do começo ao fim, um relacionamento entre duas meninas. É semelhante o que faz a brasileira Julia Murat em Pendular, coprodução com Argentina e França premiada na Panorama, mostra paralela do Festival de Berlim, no início do ano. Julia coloca o espectador no meio de um casal, que se conhece, enlouquece de paixão e depois enfrenta um afastamento. A intimidade é tamanha que não se sabe o nome dele, um artista plástico vivido pelo ator Rodrigo Bolzan. Ela, graças ao título do primeiro capítulo – o filme é dividido em quatro – sabe-se que se chama Alice, uma dançarina que tenta voos autorais interpretada por Raquel Karro. Com uma economia de palavras que talha diálogos enxutos e precisos, Julia Murat, que assina também o roteiro junto com Matias Mariani, constrói uma bela autópsia. E talvez esse nem seja mesmo o fim.
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