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Quem é a aluna que causou revolta com despudor na UFMA

Performance de travesti repercutiu na universidade

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 out 2024, 13h33 • Atualizado em 18 out 2024, 17h43
  • A performance de uma historiadora em uma palestra sobre sexualidade na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) deu o que falar na instituição e acabou causando a abertura de uma averiguação interna. Durante a participação no seminário Dissidências de gênero e sexualidades, no 1º Encontro de Gênero do Grupo de Pesquisa Epistemologia da Antropologia (Gaesp), a travesti Tertuliana Lustosa subiu na cadeira e começou a fazer uma dança erótica de costas para o público, expondo os glúteos. No fim, ela fala que está “educando o c*” e foi aplaudida pelos presentes na mesa.

    Vocalista da banda As Travestis, a piauiense Tertuliana é escritora, cantora, compositora, historiadora, formada em história da arte pela Uerj (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e mestranda na UFBA (Universidade Federal da Bahia), segundo ela informa em seu perfil no Instagram. Em uma publicação na rede social, onde tem mais de 35 mil seguidores, a historiadora é descrita como: “É mulher trans, autora do livro Manifesto Traveco-Terrorista e formada em História da Arte. Nascida no interior do Piauí e criada em Salvador (BA), Tertuliana costumava cantar paródias de hits do pagode baiano para atrair o público enquanto trabalhava de camelô”, diz o texto, informando algumas das músicas que a artista cantou na banda, como Murro na Costela do Viado e Sadomasoquista.

    O vídeo com esse momento da palestra foi compartilhado por Tertuliana nas suas redes sociais com a legenda “Convido vocês a conhecer a minha pesquisa: Educando com o C… E entender que a universidade é sim lugar de múltiplas formas de conhecimento, inclusive do proibidão”. Logo depois de publicado, o post recebeu diversas críticas de seguidores. “Considerando que mais da metade de nós travestis não possui nem o ensino fundamental, pois estamos alienadas à prostituição , sem direitos a uma educação formal, realizar esse tipo de performance reforça ainda mais nossa vulnerabilidade”, escreveu uma internauta. “Eu, como aluna de universidade pública do Maranhão, me sinto imensamente envergonhada vendo uma cena dessas em um ambiente da educação. Meu total repúdio a essa cena ridícula e repugnante”, comentou outra. “Vergonha alheia”, diz outro comentário.

    Após a repercussão da performance, ela fez um pronunciamento oficial no Instagram. “Para o fascista que me odeia, só dou um recadinho. Eu ainda vou ser sua ministra da Educação, bebê. Chegou a travesti”, disse cantando em um vídeo. A UFMA afirmou que está averiguando o caso e que vai ouvir todas as partes envolvidas para tomar as providências cabíveis. “Por ser um lugar de múltiplas formas de conhecimento, os cursos, de graduação e de pós-graduação, possuem autonomia para discutir os variados temas que permeiam a nossa sociedade e que se apresentam com base em diversas teorias científicas. Ressalta-se, contudo, que a UFMA não compactua com quaisquer tipos de ações que possam desrespeitar os valores e princípios basilares da instituição”, diz a nota de esclarecimento.

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