Diretor do Fest Aruanda lança livro de críticas e prepara longa
Lúcio Vilar é professor da UFPB e produtor audiovisual

Diretor de um dos mais antigos festivais nordestinos, o Fest Aruanda, que chegou ao fim da sua 19ª edição na quarta-feira, 11, João Pessoa (PB), o professor da UFPB e produtor audiovisual Lúcio Vilar acaba de lançar o livro Luz, Cinefilia… Crítica! Arqueologia e Memória do Crítico Linduarte Noronha – Jornal A União Anos 1950-1960; e reúne sessenta e quatro escritos do jornalista, fotógrafo e cineasta Linduarte Noronha. “É uma espécie de inventário do exercício da crítica de cinema em uma outra época e que revela um profissional profundamente antenado com tudo que estava acontecendo no Brasil e no exterior, apesar de morar distante dos grandes centros, em João Pessoa”, explica Vilar, organizador da obra.
A ideia foi transformada em projeto de pesquisa aprovado no Departamento de Mídias Digitais da UFPB, trabalho que consumiu mais dois anos. De um universo de novecentas críticas publicadas no centenário jornal A União (1893-2023), a pesquisa chegou aos sessenta e quatro textos com releituras de críticos, cineastas e pesquisadores. “Foi um trabalho árduo, com uso de lupa e tudo que pudesse permitir a leitura correta dos textos direto da fonte, ou seja, das páginas do jornal, daí o caráter arqueológico reiterado no título”, diz o organizador.
Além disso, ele segue em pré-produção com seu primeiro longa, o filme documental O Homem Por Trás do Cinema Novo, com lançamento previsto para dezembro de 2025. “Se o livro lança novos olhares sobre uma trajetória da crítica cinematográfica congelada no passado, o filme pretende ir além, redimensionando as múltiplas faces desse personagem decisivo para a cinematografia paraibana a partir de 1960, ano em que lançou o seminal Aruanda”.