A primeira medalhista olímpica refugiada
Atleta representa a Equipe Olímpica de Refugiados em Paris

Cindy Winner Djankeu Ngamba, 25, conquistou a primeira medalha na história da Equipe Olímpica de Refugiados após vencer nas quartas de final de boxe em Paris, no domingo, 4. A atleta nasceu em Camarões, mas buscou refúgio na Grã-Bretanha aos 11 anos. Ela derrotou a francesa Davina Michel e chegou às semifinais da categoria feminina de 75 quilos, o que garante pelo menos o bronze. A boxeadora é lésbica, o que é ilegal em seu país natal. O país africano tem eu seu código penal um artigo que criminaliza “quem tem relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo”, com pena de seis meses a cinco anos de cadeia, além de multa equivalente a cerca de 2.000 reais.
A Equipe Olímpica de Refugiados competiu pela primeira vez nos Jogos Rio 2016 e foi criada para representar pessoas deslocadas à força em todo o mundo. Há 37 atletas representando a equipe em Paris, com origens de mais de uma dúzia de países. A Grã-Bretanha queria selecionar Cindy para sua equipe de boxe, mas os dirigentes não conseguiram que ela recebesse um passaporte britânico.