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Thomas Traumann

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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

O desafio de governar para todos

Pesquisa Genial/Quaest mostra que só 38% dos brasileiros se sentem representados pelo governo

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jan 2026, 08h53 •
  • Favorito para as eleições de outubro, o presidente Lula da Silva tem um desafio para os próximos meses: convencer os eleitores não-lulistas de que também se importa com eles. Um recorte da pesquisa Genial/Quaest mostra que apenas 38% dos eleitores se sentem representados pelo governo _ índice semelhante aos que escolhem Lula como candidato já no primeiro turno. 59% se dizem não-representados pelo governo.

    O resultado é explicado principalmente pela polarização calcificada entre lulistas e bolsonaristas, mas traz preocupações para a comunicação do governo. Entre os eleitores independentes (31% do eleitorado), a sensação de distância do governo é ainda maior: só 25% acham que o governo Lula os representa, mas 69% dizem que não. Mesmo entre a base eleitoral de Lula, existe uma reclamação da falta de identificação: 56% das mulheres, 49% dos católicos, 47% dos eleitores com até o ensino fundamental e 46% dos que recebem até 2 salários mínimos acham que o atual governo não os representa.

    Desde julho, o governo Lula lançou um programa de energia elétrica gratuita para quase 20 milhões de famílias, iniciou a distribuição gratuita de um botijão de gás para os mais pobres, aprovou a isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil mensais, acabou com as taxas para renovação de carteira de motorista e concedeu aumento real do salário mínimo. E tudo isso teve um efeito marginal na avaliação do governo.

    Depois da recuperação dada pela reação às sanções de Trump, a popularidade do governo está estacionada desde outubro. Desde dezembro de 2024 há mais brasileiros que consideram o governo Lula mais negativo do que positivo, com o saldo negativo hoje em 7 pontos percentuais. O único presidente que tentou a reeleição com um saldo negativo foi Bolsonaro, que perdeu.

    Segundo a Genial/Quaest, 56% dos brasileiros acham que Lula não merece um quarto mandato e o mesmo número consideram que o Brasil está indo na direção errada.

    Mas se os eleitores estão tão insatisfeitos com Lula, como ele segue sendo favorito à reeleição? Primeiro porque seu principal adversário é da família Bolsonaro. Embora 40% dos entrevistados pela Genial/Quaest tenham medo de um governo Lula 4, são 46% os que temem ainda mais uma possível volta dos Bolsonaros ao poder. Segundo porque todo governo, mesmo o de Bolsonaro, melhora a sua avaliação em ano eleitoral, seja pelas entregas de obras reservadas para o último ano de mandato, seja pela propaganda eleitoral. Terceiro porque Lula é um fenômeno. Desde Getúlio Vargas, nenhum outro político teve um papel tão importante e divisivo na sociedade. Lula, por si só, tem 45% dos votos válidos de qualquer segundo turno. Os 6 pontos percentuais que faltam para a vitória podem vir a ele por gravidade, dependendo do adversário.

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