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Por Kelly Miyashiro
Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming
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The Girl from Plainville: caso real de namoro via internet com final fatal

Série faz alerta sobre a saúde mental dos jovens na era das redes sociais

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 4 jun 2024, 11h28 - Publicado em 10 jul 2022, 08h00

Trancado em sua caminhonete no estacionamento de um supermercado, Conrad Roy III cometeu suicídio aos 18 anos, por intoxicação de monóxido de carbono. O episódio ocorrido em 2014 em Fairhaven, no estado americano de Massachusetts, a princípio foi tratado como mais um caso de depressão fatal a engrossar as estatísticas. Mas se revelaria complexo: a polícia descobriu mensagens enviadas por Michelle Carter, namorada de Roy, incentivando o ato. “Que tal se enforcar ou se esfaquear? Que tal ter uma overdose com remédios para dormir? Ou se sufocar com um saco plástico? Remédios para dormir iriam funcionar. Se você realmente quer morrer, não sei por que não tentaria” são algumas das instruções enviadas a ele durante meses por Michelle — julgada depois por homicídio.

O suicídio e sua prevenção

O caso real, que se tornou um grande espetáculo midiático nos Estados Unidos, é dramatizado em The Girl from Plainville, série do Starz­play que estreia neste domingo, 10. A produção narra os acontecimentos que antecederam aos últimos anos da vida de Roy (Colton Ryan) pela óptica das diversas pessoas próximas, de Michelle (Elle Fanning) aos pais do jovem — além do próprio. Roy sofria de depressão, ansiedade social e tendências suicidas. Era vítima de agressões físicas por parte do pai. Michelle lidava com outras questões: também depressiva, apresentava distúrbios alimentares e de distorção de imagem, além da dificuldade em fazer amigos. Após se conhecerem em viagem à Flórida, os dois começaram a se relacionar a distância, encontrando-se pessoalmente umas poucas vezes.

Talvez você deva conversar com alguém

Com o objetivo de ser imparcial a respeito da história, a série humaniza Michelle e faz o telespectador questionar-se o tempo todo se ela realmente foi a algoz do namorado — ou se ele, que também era mentalmente instável, a levou ao limite para se livrar do parceiro problemático. Apesar de não existir uma lei que proíba a assistência ao suicídio em Massachusetts, o juiz condenou Michelle por homicídio com base no teor das conversas do casal pelo celular, além da admissão da ré a uma amiga de que teria mandado Roy voltar ao carro quando ele estava pensando em desistir do ato.

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Em entrevista a VEJA, Chloë Sevigny, intérprete da mãe de Roy na série, reforçou a mensagem da trama. “É importante contar a história dele para que outras crianças e pais consigam identificar os sinais de que não está tudo bem”, diz a atriz. Além do lembrete da importância da saúde mental, The Girl from Plainville faz um alerta aos pais sobre as redes sociais: quando a relação com a internet se torna tóxica, todo cuidado é pouco.

Publicado em VEJA de 13 de julho de 2022, edição nº 2797

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