Série com Samuel L. Jackson passa pelo Brasil ao rever rotas da escravidão
'Escravidão: Uma História de Injustiça' segue navios negreiros e analisa mudanças culturais e econômicas causadas pelo tráfico escravista
Estrela de Hollywood e dono de uma sólida reputação como ativista pelos direitos dos negros nos anos 60, o ator Samuel L. Jackson adiciona ao seu histórico a minissérie documental Escravidão: Uma História de Injustiça, apresentada e produzida por ele, que chega ao Brasil pelo canal pago National Geographic em 20 de novembro, data que se celebra o dia da Consciência Negra, às 21h. Dividido em seis episódios, o programa vai seguir rastros de navios negreiros para traçar um mapa da escravidão no mundo. Nessa viagem, um dos episódios passará pelo Brasil.
Trata-se do terceiro capítulo da série, batizado de Follow the Money (Siga o Dinheiro, em tradução literal). A produção rodou cenas em uma plantação de cana de açúcar no Recife (PE). O ator, porém, não passou pelo país, mas sim sua co-apresentadora, a escritora inglesa Afua Hirsch. O caminho da série vai seguir também pela Inglaterra, Estados Unidos, Gana e Jamaica. Uma passagem especial se dá na tribo Benga, no Gabão, quando Jackson embarca em uma jornada pessoal e descobre que seu DNA origina de lá. Recebido como um filho que torna à casa, o ator conduz os episódios seguintes como uma investigação sobre raízes, rotas e consequências do tráfico negreiro, a partir de tecnologias de mapeamento do solo oceânico e reconstrução histórica de hábitos culturais.
Exemplo disso é a descoberta de que os porões dos navios foram berço para o nascimento do Blues, tocado por escravos de plantações de algodão nos Estados Unidos, e até da costelinha de porco banhada em molho barbecue, criada pelo costume de cozinhar à fogo lento partes menos nobres do animal. Escravidão: Uma História de Injustiça mostra também como o trabalho de mergulhadores pode recuperar um artefato de 350 anos, oriundo de um naufrágio de um navio negreiro, e descobrir os destroços de um “Navio da Liberdade”, que conduzia os escravizados para a liberdade no Canadá.
Ainda que os caminhos dos navios sejam parte intrínseca da narrativa e, por natureza, fascinantes, é Samuel L. Jackson o grande atrativo da série, que mira em atrair a legião de fãs e admiradores do ator para uma discussão indispensável. Mais do que refletir sobre racismo – o que, em ano de Black Lives Matter, não perde fôlego e relevância –, o programa lança luz também sobre como a escravidão é fruto de um capitalismo extremista.
Confira o trailer:
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