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Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming

2 grandes acertos – e um leve deslize – da minissérie Cem Anos de Solidão

Adaptação para a tela da obra-prima do colombiano Gabriel García Márquez estreou na Netflix na quinta-feira, 11

Por Marcelo Marthe Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 dez 2024, 17h07

Disponível para os 280 milhões de assinantes globais da Netflix desde quarta-feira, 11, a minissérie Cem Anos de Solidão já estreou fazendo história — e por inúmeras razões. A existência da superprodução em si é um feito, uma vez que seu autor, o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), nunca permitiu em vida que sua obra-prima fosse adaptada para a tela. O projeto só se viabilizou após a Netflix convencer seus filhos e herdeiros de que o faria garantindo um tratamento audiovisual à altura da saga familiar ambientada na mítica Macondo. Mais notável que esse esforço de bastidor, porém, é o significado de sua chegada simultânea a mais de noventa países: nunca o realismo mágico, pedra de toque do chamado boom da literatura latino-americana dos anos 1960 e 70, chegou tão longe — e foi capaz de se mostrar tão pop.

Para além dos êxitos naturais de uma aposta dessa magnitude, vem o melhor de tudo: em uma grata surpresa para os fãs de García Márquez (e da boa literatura), a qualidade da minissérie é excepcional. Se Cem Anos de Solidão seduz tanto, isso se deve a algumas sacadas fundamentais da Netflix que garantiram seu visual hipnotizante e a narrativa poderosa. Basicamente, o fator que faz diferença é a extrema autenticidade. A Colômbia das selvas enfumaçadas e da cultura vibrante que se vê na tela é tão real e palpável que se torna impossível não embarcar na história. Eis, então, o primeiro grande acerto da adaptação: filmar in loco na mesma Colômbia imortalizada com tanta paixão e poesia pelo Nobel de literatura nas quase 500 páginas do romance.

Decorre também dessa opção por uma coloração verdadeira o segundo grande acerto da minissérie: em vez da saída clichê de botar atores americanos em cena e verter os diálogos para o inglês, a plataforma teve a ousadia — ou, nesse caso, o mínimo de bom senso — de ir contra esses ditames antiquados e oferecer aquilo que o mercado global realmente aprecia: a cor local, em toda sua vibrante paleta. Ela vai muito além do cenário: inclui também a língua – a prosa poética de Gabo é ouvida em seu castelhano original. O elenco, igualmente de origem colombiana, completa essas escolhas virtuosas. Não só por dar mais verossimilhança, mas apresentar à audiência do mundo todo talentos locais que merecem os holofotes, como Eduardo de los Reyes, que faz o coronel Aureliano Buendía adulto, ou o veterano Gino Montesinos, intérprete do adorável cigano e alquimista Melchíades.

Nesse quadro virtuoso, só um pormenor parece ligeiramente fora de lugar: a troca de guarda no elenco de uma das personagens mais marcantes de toda a saga. Na obra original de Gabo, Úrsula Iguarán — a mãe de Aureliano — é uma mulher forte que briga por sua família e tem vida longa. Na primeira fase da série, contudo, ela ganha um retrato mais delicado e frágil na pele da jovem (e bela) atriz Susana Morales. Quando ocorre a virada para a vida madura de Úrsula, entra em cena a mais convicta e empoderada Marleyda Soto — que, de resto, tem zero semelhança com sua antecessora no papel. É um detalhe que causa leve estranhamento, mas não tira em nada o brilho de Cem Anos de Solidão.

 

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