O sapato e a pedra no sapato
Compartilhe essa matéria: Link copiado! O sapato é, para dizer o óbvio, um artefato que, mais do que comum, poderíamos chamar de pedestre e rasteiro, certo? Mas é também uma pedra no sapato dos etimologistas, uma das grandes provas de como pode ser nublada a história das palavras. Como é possível que ninguém se entenda […]
O sapato é, para dizer o óbvio, um artefato que, mais do que comum, poderíamos chamar de pedestre e rasteiro, certo? Mas é também uma pedra no sapato dos etimologistas, uma das grandes provas de como pode ser nublada a história das palavras.
Como é possível que ninguém se entenda sobre a origem de um termo tão corriqueiro? E que, além do mais, certamente é o mesmo pé de onde brotaram vocábulos semelhantes em outras línguas românicas, como zapato (espanhol), ciabatta (italiano que, antes de metaforicamente nomear um tipo de pão, quer dizer pantufa) e savate (francês para sapato ou chinelo velho)?
Sabe-se que todos esses termos surgiram entre os séculos 12 e 13, mas as muitas teses sobre sua origem nunca deixaram os estudiosos sequer perto de um consenso. No apanhado feito pelo filólogo brasileiro Antenor Nascentes (as grafias são as dele), o sapato já foi julgado descendente do árabe zabat, do grego diabathron, do persa xabat, do turco chabata e do vasconço zapata.
Um objeto tão cotidiano ter caído, como caiu, na categoria “origem obscura”, espécie de confissão de ignorância dos doutores, é um alerta eloquente a quem se aventura na história das palavras: pise com cuidado.
Publicado em 8/11/2011.
Mega da Virada: de onde saíram os seis bilhetes vencedores, incluindo as apostas via internet
A reação internacional à operação dos EUA que capturou Maduro
Presidente da Bolívia assina decreto para governar a distância em meio a disputa com o vice
Estados Unidos atacam a Venezuela, e Trump afirma que Maduro foi capturado
A reação dos governadores presidenciáveis sobre crise na Venezuela







