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Sobre Palavras

Por Sérgio Rodrigues Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

O que o cinismo tem a ver com os cães?

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Por Sérgio Rodrigues
6 jan 2014, 16h01 • Atualizado em 31 jul 2020, 04h43
  • mutley

    “Outro dia uma amiga me disse que a palavra cinismo tem a ver com cachorro. É verdade isso? Não conheço ninguém menos cínico do que o meu amado cãozinho.” (Adelaide Veiga)

    Sim, Adelaide, é verdade. A palavra cinismo nos chegou, por meio do latim, do grego kynismós, nome de uma escola filosófica, termo que por sua vez era derivado de kynós, “cão” – a mesma matriz que nos legou o vocábulo cinofilia (“amor aos cães”).

    Mas o que tais filósofos tinham a ver com os cachorros? O Houaiss oferece a seguinte explicação no verbete cinismo: “doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal e exemplo prático destas virtudes”.

    A extensão da identificação dos filósofos cínicos com a vida canina comporta alguma controvérsia, mas é certo que eles adotaram tal animal como seu símbolo. O etimologista brasileiro Antenor Nascentes cita a teoria alternativa de que o nome da escola teria a ver com a localidade de Cinosargos, “arrabalde de Atenas onde lecionava o fundador da escola, Antístenes, discípulo de Sócrates”.

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    Seja como for, a antiguidade dessa associação zoofilosófica é indiscutível. Nascentes acrescenta às suas considerações uma saborosa anedota que envolve o filósofo Diógenes de Sinope, famoso cínico da geração imediatamente posterior à de Antístenes:

    Perguntando alguém um dia a Diógenes por que tomara este nome de cínico, ele respondeu: “Adulo os que dão, ladro para os que não dão e mordo os maus”.

    *

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