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Sobre Palavras

Por Sérgio Rodrigues Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

O bobo, como o futebol-bobinho, é espanhol

A roda de bobo – ou bobinho – que a chamada “escola espanhola” aperfeiçoou e elevou a uma bem-sucedida tática de jogo nos últimos anos, esbarrou dramaticamente este ano em sua limitação natural: o baixo poder de penetração de um estilo baseado na roda quando privado da genialidade ofensiva que cabe a Messi (a partir […]

Por Sérgio Rodrigues
Atualizado em 31 jul 2020, 05h52 - Publicado em 2 jul 2013, 14h07

A roda de bobo – ou bobinho – que a chamada “escola espanhola” aperfeiçoou e elevou a uma bem-sucedida tática de jogo nos últimos anos, esbarrou dramaticamente este ano em sua limitação natural: o baixo poder de penetração de um estilo baseado na roda quando privado da genialidade ofensiva que cabe a Messi (a partir de agora com a ajuda de Neymar) conferir ao Barcelona.

Primeiro, aproveitando-se da precariedade física do craque argentino, o Bayern de Munique humilhou o time catalão na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, em maio; no último domingo, coube à seleção brasileira atropelar a espanhola – que nunca teve um jogador como Messi e, já ao vencer a Copa do Mundo de 2010, tinha deixado clara a fragilidade ofensiva do futebol-bobinho.

Não, o futebol da Fúria, com seu toque de bola prodigioso, não morreu. Só parece estar assumindo um tamanho mais condizente com sua realidade. Pelo menos um mérito, porém, ninguém jamais vai tirar dos espanhóis: ainda no século XV, muito antes de transformarem em tática de jogo a roda de bobo, eles já tinham criado a própria palavra bobo – derivada, provavelmente, do latim balbus, “gago, tartamudo”, de onde saiu também nosso verbo balbuciar.

Embora haja alguma controvérsia sobre a origem do termo, a maioria dos filólogos concorda que o vocábulo português bobo (século XVI) veio do espanhol, motivo pelo qual não se fez, do latim balbus, o português “boubo”.

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