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Sobre Palavras

Por Sérgio Rodrigues Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

O banco quebrado e a bancarrota, uma redundância

A bancarrota, a ruína financeira, é uma palavra que o português importou no século 16 do italiano banca rotta, de sentido dolorosamente literal: banco quebrado. Essa memória etimológica foi empalidecendo com o tempo, como costuma ocorrer, mas casos como o do Banco Panamericano sempre dão um jeito de reavivá-la. Foi também no italiano que nasceu […]

Por Sérgio Rodrigues
Atualizado em 31 jul 2020, 13h38 - Publicado em 13 nov 2010, 12h32

A bancarrota, a ruína financeira, é uma palavra que o português importou no século 16 do italiano banca rotta, de sentido dolorosamente literal: banco quebrado. Essa memória etimológica foi empalidecendo com o tempo, como costuma ocorrer, mas casos como o do Banco Panamericano sempre dão um jeito de reavivá-la.

Foi também no italiano que nasceu a palavra banco, que o português usa desde o século 15. O papel de liderança assumido pelas cidades-Estado italianas como centros financeiros mundiais daquele tempo fez com que o termo banca desse origem a uma infinidade de palavras planeta afora: bank (alemão, inglês, holandês, sueco etc.), banque (francês), banka (turco), entre outras.

Curiosamente, a origem do termo na língua de Dante não poderia ser mais prosaica. Banca era a princípio a mesinha, a bancada em que se realizavam as transações em dinheiro, sentido que acabou se expandindo por metonímia. Também se aplicava a qualquer tendinha que vendesse mercadorias.

Uma nova expansão, esta ocorrida já no século 20, levou o substantivo banco a designar locais onde se armazenam ou se catalogam artigos de valor em geral – banco de sangue, de dados, de esperma, de talentos etc.

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