Greve sempre foi coisa de francês
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No momento em que as greves contra a reforma da previdência tumultuam a França, vale lembrar que o nome dessa forma de protesto veio… da França. O primeiro registro do vocábulo grève data do século 12, quando ainda tinha apenas o sentido de “praia, terreno de areia ou cascalho à beira-mar ou beira-rio”.
De substantivo comum, grève virou nome próprio ao batizar uma praça de Paris (hoje Place de l’Hôtel-de-Ville), em referência a seu piso arenoso. O local, diz o Houaiss, virou “ponto de reunião de trabalhadores e operários sem emprego ou descontentes com as suas condições de trabalho”.
A expressão francesa faire grève (fazer greve) ganhou seu primeiro registro em 1805. Sete décadas depois, a palavra desembarcava no português – para desespero dos puristas, que durante décadas lutaram para que o galicismo fosse substituído pelo termo “parede”.





