De Guernsey a garnisé
Compartilhe essa matéria: Link copiado! A história do galinho garnisé é, mais que uma curiosidade etimológica, um bom exemplo de como as línguas são organismos vorazes que vão sempre deixar na saudade quem tenta contê-las nos limites estritos de regras e tratados. Galináceo de pequena estatura, famoso por uma coragem e uma agressividade inversamente proporcionais […]
A história do galinho garnisé é, mais que uma curiosidade etimológica, um bom exemplo de como as línguas são organismos vorazes que vão sempre deixar na saudade quem tenta contê-las nos limites estritos de regras e tratados.
Galináceo de pequena estatura, famoso por uma coragem e uma agressividade inversamente proporcionais ao seu tamanho, o garnisé é – a começar pela sonoridade do nome – uma ave tipicamente brasileira, certo?
Errado. O nome é apenas a forma aportuguesada de Guernsey, ilha britânica de onde foram despachados para o Brasil os primeiros exemplares do bicho, ainda no século 19. Tecnicamente um anglicismo, portanto. Só que, como ninguém mais se lembra disso, o garnisé agora é nosso.
É sempre bom lembrar essa história nos momentos em que o bombardeio cotidiano de palavras do inglês ameaça levar ao desespero as hostes nacionalistas do idioma. Se nem o caipira garnisé é uma ave, digamos, vernacular, talvez seja o caso de concluir que a pureza nunca existiu e relaxar um pouco.
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