Anacoluto, meu amor
Compartilhe essa matéria: Link copiado! ‘Côncavo e convexo’, litografia de M.C. Escher O anacoluto, do grego anakólouthon, “o que não tem sequência”, sem ele não vivemos. Continua após a publicidade Quebra de estrutura, não exagera quem diz que o recurso está para a sintática como o non sequitur para a lógica. Siga ENTRAR NO CANAL […]
O anacoluto, do grego anakólouthon, “o que não tem sequência”, sem ele não vivemos.
Quebra de estrutura, não exagera quem diz que o recurso está para a sintática como o non sequitur para a lógica.
Eu, tanto faz que os conformistas do papai-e-mamãe gramatical riam de mim, apontando tropeços, gagueiras: o anacoluto para reproduzir na escrita o tumulto da vida não existe outro igual.
Escritas, publicadas, espalhadas pela rede há mais de cinco anos, só agora me cai a ficha de que as frases acima, foi um erro pingar-lhes o ponto final, como se houvesse sentido em declará-las prontas.
O que faz da bagunça a nova ordem, contra isso não adianta lutar.
E eu, escriba que um dia sonhou capturar o turbilhão das coisas em palavras disciplinadas feito crianças de antigamente na fila da escola, eis-me mais uma vez, e para sempre, prostrado aos pés de uma figuraça de sintaxe.
Quem anacolútico compreende o mundo hostil, acólito lhe parece.

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