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O relatório da CPI explica muito. E pergunta ainda mais

É inacreditável que, diante de tanto horror, Bolsonaro não seja denunciado, não sofra impeachment e ainda tenha apoio popular

Por Ricardo Rangel Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 out 2021, 16h36 - Publicado em 20 out 2021, 16h33

A CPI da Covid, a mais importante CPI já criada, nos deu seis meses de depoimentos reveladores, mentirosos, tediosos, apavorantes, sinceros, cínicos, ridículos e comoventes. Nos deu também muita gritaria, confusão, grosseria e equívocos.

E nos deu um relatório talvez prolixo e desfocado, mas que apresenta uma radiografia pormenorizada da página mais trágica e vergonhosa de nossa história, e encerra virtudes indiscutíveis e inestimáveis:

Comprova e documenta atos inaceitáveis e criminosos de diversas autoridades públicas — com destaque para o presidente da República — que já eram de conhecimento público, como a sabotagem ao isolamento social, às máscaras e às vacinas; o estímulo ao uso de medicamentos inócuos e perigosos; a busca (letal) por uma suposta imunidade de rebanho; as fake-news. E muito mais.

Revela atos inaceitáveis e criminosos de autoridades públicas e de pessoas privadas, como a existência de um monstruoso esquema de corrupção — que contou com a participação de militares e, possivelmente, do líder do governo na Câmara, além do silêncio cúmplice do presidente da República — no Ministério da Saúde; a existência de um “gabinete paralelo”, sem responsabilidade pública mas com autoridade para formular políticas públicas de saúde; o uso macabro de seres humanos como cobaias para um “tratamento” fraudulento e perigoso. E muito mais.

Demonstra que o descaso, a incompetência e a má-fé de autoridades públicas, em especial do presidente da República, foram diretamente responsáveis pela morte de outra forma evitável de milhares de brasileiros.

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Acima de tudo, o relatório da CPI confronta a Nação com um espelho e três perguntas:

1. Como é possível que, diante de tanto horror, o Congresso Nacional não proceda ao impeachment de Jair Bolsonaro?

2. Como é possível que, diante de tanto horror, o procurador-geral da República, Augusto Aras, se recuse a denunciar Jair Bolsonaro?

3. Como é possível que, diante de tanto horror, cerca de um quarto dos eleitores continue a apoiar Jair Bolsonaro?

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