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Milei vai ser “loco” ou vai entrar nos eixos?

El Loco tem pela frente adversários ainda mais poderosos do que os que Jair Bolsonaro enfrentou

Por Ricardo Rangel Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 19h58 - Publicado em 20 nov 2023, 19h14

No ano passado, os brasileiros tiveram que escolher entre um ex-presidente responsável pela implantação de uma política econômica desastrosa e um (falso) outsider extremista com ideias alucinadas.

Esta semana, os argentinos enfrentaram um dilema ainda mais atroz, tiveram que escolher entre o síndico de uma catástrofe econômica muito pior do que a petista e um outsider autêntico, com ideias ainda mais alucinadas do que as de Bolsonaro.

Por razões que a própria razão desconhece, o peronismo escolheu como candidato a única pessoa que Javier El Loco Milei poderia derrotar. Como derrotou.

Muito se especula sobre se El Loco continuará se comportando como loco ou se o cargo lhe dará algum senso de responsabilidade.

“De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada”, ensinou Itararé. A história corrobora o Barão: de Hitler a Bolsonaro, passando por Dilma e Trump e muitos outros, todos os líderes com ideias alucinadas que chegaram ao poder puseram suas ideias alucinadas em prática.

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A dúvida é menos sobre se Milei tentará ir em frente con sus locas ideas do que sobre até que ponto conseguirá fazê-lo. No Brasil, muitos acreditavam que Bolsonaro seria mantido dentro da normalidade pelos militares, por Moro, por Guedes. Ou, no limite, pelo Congresso. Não foi o que se viu. Militares apoiaram a irresponsabilidade do chefe, Guedes se submeteu, Moro acabou caindo. E o Congresso, em troca de verbas, aceitou tudo. Só o STF defendeu a democracia.

É improvável que Milei tenha a mesma sorte de Bolsonaro. El Loco tem contra si dois adversários formidáveis, muito piores do que qualquer coisa que o brasileiro jamais tenha precisado enfrentar.

O primeiro é a calamidade econômica deixada pelo peronismo. O segundo é o próprio peronismo, poderosíssimo e implacável, que não dá refresco a ninguém. Desde o fim da ditadura, Maurício Macri foi o único presidente não peronista a completar o mandato. Javier Milei não parece qualificado para repetir Macri.

Aconteça o que acontecer, a vida dos hermanos vai continuar caótica.

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Há algum tempo, o escritor Marcos Aguinis publicou um livro (que merece ser lido) chamado O Atroz Encanto de Ser Argentino.

Bota atroz nisso.

(Por Ricardo Rangel em 20/11/23)

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