VEJA 5 – LOUCO PELA BAZUCA
Chávez deu armas às Farc. Agora, fala todo dia em uma guerra com os Estados Unidos e a Colômbia. Tudo jogo de cena, mas o triste é que a destruição da Venezuela continua Ariana Cubillos/AP BANGUE-BANGUE Chávez lança foguetes: mentiras e mais mentiras Por Duda Teixeira: Quando começa uma ditadura? Até agora, essa era […]
Chávez deu armas às Farc. Agora, fala todo dia em uma guerra com os Estados Unidos e a Colômbia. Tudo jogo de cena, mas o triste é que a destruição da Venezuela continua
Ariana Cubillos/AP
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| BANGUE-BANGUE Chávez lança foguetes: mentiras e mais mentiras |
Por Duda Teixeira:
Quando começa uma ditadura? Até agora, essa era a principal pergunta que pairava sobre a Venezuela. Eleito e reeleito pelo voto popular, o tenente-coronel Hugo Chávez Frías tem torpedeado sistematicamente as instituições democráticas para implantar o que chama de “socialismo do século XXI” – uma mistura do pior que têm a oferecer o populismo, o ultranacionalismo e o esquerdismo em suas manifestações mais infantis. Ao longo de dez anos, com um típico surto de hiperatividade nas últimas semanas, os principais requisitos para um regime totalitário foram se acumulando: imprensa acuada, Judiciário cooptado, opositores exilados, economia estatizada, Legislativo domesticado e educação ideologizante. Chávez tem apelo, em especial entre as camadas da população que nunca se sentiram representadas, e usou – muito mal, mas usou – o dinheiro do petróleo para simular melhorias para os mais desvalidos. Também é hábil na manipulação cínica do antiamericanismo, como demonstrou ao transformar o caso das armas que saíram do arsenal venezuelano direto para as mãos dos bandidos pseudoesquerdistas da vizinha Colômbia em crise diplomática sobre a atuação de forças americanas no país em operações de repressão ao narcotráfico. Quando não seduz pelo populismo e pelas benesses, ele usa milícias que atacam opositores – depois, finge condenar exageros, como no caso do ataque à Globovisión, baseado na premissa absurda de que gangues armadas poderiam agir em plena capital do país sem o seu beneplácito. Tudo isso é conhecido, e a ópera-bufa da semana passada só relembrou como é triste ver Chávez e seus chavetes destruir o projeto democrático. Mas, enquanto a primeira dúvida vai se esclarecendo, da pior maneira possível, outra questão, tão ou mais dramática que a primeira, surge no ar. A Venezuela é um estado que promove o terrorismo? Poderia, ainda, estar afundando no pântano do tráfico de drogas? Aqui





