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Reinaldo Azevedo

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VEJA 4 – O liberalismo é o caminho

Por Chico Mendez:Francis Fukuyama ficou famoso com o livro O Fim da História e o Último Homem (1992) ao defender a ideia de que os sistemas políticos encontraram na democracia liberal sua expressão evolutiva final, provocando a ira dos acadêmicos esquerdistas, para quem o pináculo só seria atingido pelo comunismo. Pela ousadia de pensar contra […]

Por Reinaldo Azevedo 10 abr 2009, 07h15 • Atualizado em 5 jun 2024, 19h06
  • Por Chico Mendez:
    Francis Fukuyama ficou famoso com o livro O Fim da História e o Último Homem (1992) ao defender a ideia de que os sistemas políticos encontraram na democracia liberal sua expressão evolutiva final, provocando a ira dos acadêmicos esquerdistas, para quem o pináculo só seria atingido pelo comunismo. Pela ousadia de pensar contra a corrente, Fukuyama não mais foi deixado em paz, dividindo-se seus leitores entre desafetos e seguidores. O cientista político americano de 56 anos agora reflete sobre a América Latina no livro Falling Behind: Explaining the Development Gap Between Latin America and the United States (Ficando para Trás: as Razões do Abismo de Desenvolvimento entre a América Latina e os Estados Unidos), ainda sem tradução para o português. Fukuyama falou a VEJA em seu escritório na Universidade Johns Hopkins, em Washington.

    Quando o senhor anunciou o fim da história, o império soviético acabara de ruir e a globalização econômica começava a se tornar realidade. Hoje, vinte anos depois, sua tese ainda fica de pé?

    Até aquele momento era dado como um fato da vida pelos intelectuais de esquerda que a história continuaria seu caminho evolutivo em direção à utopia socialista. Para eles, a história só terminaria quando alguma forma de socialismo ou de comunismo fosse atingida. Mostrei em O Fim da História que essa ideia de progresso não tinha fundamento e que o mundo não trilharia o caminho previsto pela ortodoxia esquerdista. Ocorria justamente o contrário. O mundo estava evoluindo rumo à democracia liberal, e ela será o destino final. Ainda acredito nisso. Só vou considerar que há alternativa viável à democracia liberal se, no prazo de uma geração, o regime autoritário da China conseguir mesmo levar o país a igualar o nível de desenvolvimento dos Estados Unidos e da Europa. Acredito, porém, que esse objetivo não seja alcançável pelo atual modelo chinês.

    O que o capitalismo e a democracia liberal precisam fazer para sobreviver à atual crise?

    Precisamos, urgentemente, de maior controle sobre o sistema financeiro, que está completamente desregulamentado. Acredito, também, que o estado mínimo não funcionou. A partir de agora veremos uma presença bem maior do estado na economia. Ou seja: será uma economia mais de estado e menos de mercado.

    Isso não representa uma derrota do liberalismo econômico?

    Não há nada de errado com o liberalismo. A receita liberal, baseada no livre mercado e na globalização, ainda é a melhor alternativa para o desenvolvimento global. Mantenho-me fiel a ela. Milhões de pessoas deixaram a linha de pobreza nos últimos anos justamente por causa do crescimento econômico robusto no mundo. A crise atual não foi causada por um desvio do liberalismo, mas por opções políticas equivocadas. Por décadas, seguimos um modelo que propunha a máxima desregulamentação dos mecanismos financeiros e a crença de que os mercados iriam se ajustar automaticamente a qualquer situação. Até o Alan Greenspan (ex-presidente do banco central americano) reconhece que foi um erro acreditar nisso.
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