Uma esfinge sem segredos chamada Rogério Buratti
Leiam o que está no Estadão On Line. Volto depois. Por Fausto Macedo e Ricardo Brandt:O empresário Rogério Buratti poderá ser autuado em flagrante por falso testemunho se negar à Justiça o que declarou em agosto de 2005 à polícia e ao Ministério Público sobre o suposto envolvimento do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) com a […]
O empresário Rogério Buratti poderá ser autuado em flagrante por falso testemunho se negar à Justiça o que declarou em agosto de 2005 à polícia e ao Ministério Público sobre o suposto envolvimento do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) com a máfia do lixo de Ribeirão Preto. A advertência foi feita ontem pelo promotor Aroldo Costa Filho, da força-tarefa que investigou a segunda gestão Palocci na Prefeitura de Ribeirão (2000-2002). Buratti acusara Palocci de ter recebido mensalão de R$ 50 mil. Com base nisso, a promotoria fez a denúncia, atribuindo ao ex-prefeito autorização de aditamentos irregulares ao contrato de coleta de lixo, e incluiu o empresário no rol de testemunhas.
Em junho, porém, Buratti retratou-se em declaração registrada em cartório. “Se ele confirmar a retratação quando for ouvido em juízo, pode ser preso em flagrante e processado por falso testemunho, sujeito a até 4 anos de reclusão”, disse Aroldo. O promotor destacou que Palocci não estava sob investigação. “A partir das informações de Buratti conseguimos provas importantes. Foi ele que indicou o caminho espontaneamente. Não houve pressão. Sem ele seria impossível encontrar as provas que incriminavam Palocci.”
“É nulo de origem o ato que os promotores praticaram”, rebateu o advogado de Buratti, Roberto Telhada. “Meu cliente foi coagido. Por isso fez acordo para denunciar o ministro. A retratação vale sim.” José Roberto Batochio, que defende Palocci, irritou-se com a afirmação do delegado Benedito Valencise, de que a retratação é falcatrua. “Causa surpresa e indignação o açodamento com que certas pessoas estão lançando juízo de valor sobre situações que desconhecem. Adjetivar de forma grosseira fato que contraria suas expectativas não é atitude equilibrada.”
Voltei
Vocês me dão licença de citar o que escrevi neste blog, no dia 30 de julho de 2006, sobre a dupla Palocci-Buratti? Segue em azul:
Palocci também diz estar escrevendo um livro, mas avisa que não é para comprar briga com ninguém, evidenciando o seu bom-mocismo. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. O que me estranha é lembrar que o ex-todo-poderoso do governo Lula foi alvo de pesadas acusações de Rogério Buratti. Seu ex-auxiliar não só o implicou diretamente com a famosa Casa do Lobby, de Brasília, como afirmou que ele recebeu mensalão de uma empreiteira quando prefeito de Ribeirão Preto. Mais do que isso: disse que ele continuou a recebê-lo quando ministro. Ninguém é obrigado a acreditar no que Buratti diz. Por isso, a expectativa era a de que Palocci o processasse. Nada aconteceu. Ademais, as suas digitais na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo são indeléveis. Sobre isso tudo ele não fala. Vai tentar se eleger deputado, com boa chances de conseguir, em busca da imunidade parlamentar e de um ideário identificado com o liberalismo: isso tudo dentro do PT, aliado, pois, a seus anseios e afinado com seus métodos. Há quem esteja aplaudindo.Desde quando estava no Primeira Leitura, estranhava a generosidade do hoje deputado com seu ex-amigo, depois desafeto e, agora, sei lá o quê, Rogério Buratti. Entendam bem.
Se alguém diz que sou feio, bobo ou me visto mal, fazer o quê? Do mesmo modo, se me acusam de reacionário, direitista, papista, revanchista, o diabo a quatro, resta-me ler a crítica, responder se o cara for relevante e pronto. Se é só um idiota em busca de notoriedade, o melhor é deixar pra lá. Para que fazer a fama de quem conta com a sua reação para dar curso ao ataque?
Mas ninguém pode acusá-lo de ter cometido um crime se você não o cometeu. Ou melhor: até pode, mas tem de responder por isso na Justiça, a instância que existe para restaurar direitos quando eles são agredidos. Aí, claro, é o caso de processo. Recorrer ao Judiciário para se defender de uma acusação injusta — e sem fazer chicanas que imponham penas ao processado antes do julgamento — é mais do que um direito; chega a ser um dever.
Pois bem. Sempre estranhei a tolerância de Palocci com seu acusador. Buratti disse o diabo de seu ex-amigo, de quem foi secretário, e silêncio! O agora deputado sempre fez de conta que nada existiu. Até que se chegasse ao ponto de Buratti, agora, dizer que era tudo mentira.
Se Palocci não se importa com o que dizem de sua honra, problema dele. Mas processos são ações públicas, que envolvem instâncias do estado de direito. O sujeito não pode sair por aí, então, mentindo para a Justiça, para a CPI, para a Polícia, para ao Ministério Público. Isso, que se saiba, também é crime — quando menos, de “falso testemunho”.
Buratti não é bobo. Ao contrário: faz parte do grupo de homens espertíssimos do PT. Se agora recua dos testemunhos prestados antes, sabe que está exposto a conseqüências. Vai ver estabeleceu uma relação de custo-benefício e chegou à conclusão de que o benefício de dizer que mentira antes é superior ao custo do desmentido.
Essa gente nunca teve limites. E nunca terá. Na edição da VEJA que chega aos internautas nesta madrugada e às bancas amanhã, digo por quê.
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