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Um comentário me “bota comovido como o diabo”

Recebo, na área de comentários do blog, uma mensagem de Liliana Pinheiro, uma das mais competentes e dignas jornalistas que conheci, o que é opinião corrente de quantos levem o jornalismo a sério. Querida Liliana! Minha querida e de muita gente. Porque, nela, rivalizam-se permanentemente competência e caráter. Ela me levou para o começo e […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h42 - Publicado em 1 abr 2008, 21h36
Recebo, na área de comentários do blog, uma mensagem de Liliana Pinheiro, uma das mais competentes e dignas jornalistas que conheci, o que é opinião corrente de quantos levem o jornalismo a sério.

Querida Liliana! Minha querida e de muita gente. Porque, nela, rivalizam-se permanentemente competência e caráter. Ela me levou para o começo e para o fim do Poema de Sete Faces, de Drummond:

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
(…)
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Ao comentário de Liliana Pinheiro, que está no post “Editoriais”. Volto depois.

Reinaldo,
Trabalhamos juntos por seis anos.
Li acusações que fizeram a você de racismo, homofobia e outros preconceitos, inclusive contra a mulher.
Na nossa pequena redação, a de Primeira Leitura, tivemos maioria de mulheres, quase todas em cargos de comando. Tivemos um homossexual assumido e teríamos quantos outros aceitassem emprestar seu talento jornalístico para o projeto. Tivemos um negro comandando a editoria de Economia, que só não ficou mais porque recebeu proposta melhor.

E tivemos alguns homens, alguns brancos e alguns heterossexuais — que eu me lembre, também foram respeitados. Tivemos petistas também, maioria em todas as prévias eleitorais internas que fizemos, lembra? Você chamava para o debate, para o confronto intelectual. Mas quem é que mudava voto? E tucanos. Tivemos até um colega que jurava ser PMDB!

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Trabalhamos, sob sua liderança, em ambiente de absoluto respeito à diversidade. Na verdade, não percebíamos diferenças como diferenças ou, se percebíamos, não ligávamos para elas. Ou nada disso. Simplesmente, esse assunto jamais entrou na pauta de contratações e nem de debates. Nossa pequena comunidade de jornalistas de todas as cores, idades e opções políticas e sexuais continua tão unida, não é? Não deixamos de nos ver, de escrever mensagens uns aos outros e de relembrar aqueles anos. Sabemos a falta que fazemos a nós mesmos.

Só não temos saudade de trabalhar tanto — nisso, você é doido de amarrar no pé da mesa. Só queria te dar um abraço,
Liliana Pinheiro

Voltei
Obrigado, minha cara. As Falanges Comuno-Fascistas do Ódio vão especular se pedi, sei lá, o seu ombro amigo, com o qual eu posso contar sempre, ainda que, você sabe como sou, não tenha a menor disposição para a dor, só para a alegria, a celebração.

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Obrigado por me lembrar daquela jornada e dos nossos amigos, todos ainda unidos por laços, a esta altura, indissolúveis. É verdade. Você me lembrou que vigorava em Primeira Leitura o regime de cotas: as cotas da competência.

A todas as queridas e a todos os queridos, um beijo fraterno e a profunda alegria de saber que, espalhados por aí, tornamo-nos aquilo que éramos: gente de bem, empenhada em fazer sempre o melhor.

Como nos dizíamos sempre que nos despedíamos, fique com Deus, Liliana. Um beijo do
Reinaldo

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