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Sarney: o peso da vitória se soma ao de sua biografia…

Depois que José Sarney (PMDB-AP) venceu Tião Viana (PT-AC) na disputa pela presidência do Senado, a vida do clã maranhense não anda nada fácil. Já disse algumas vezes e repito: o dono do sigilo de uma investigação não é o jornalista, mas quem investiga. Se uma apuração que está em curso é “vazada” — como […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 18h11 - Publicado em 9 fev 2009, 04h59
Depois que José Sarney (PMDB-AP) venceu Tião Viana (PT-AC) na disputa pela presidência do Senado, a vida do clã maranhense não anda nada fácil.
Já disse algumas vezes e repito: o dono do sigilo de uma investigação não é o jornalista, mas quem investiga. Se uma apuração que está em curso é “vazada” — como diria o general Jorge Felix, titular do Gabinete da Segurança Institucional —, que o órgão oficial apure quem vazou. A obrigação do jornalista é divulgar a informação se o caso envolver assunto de interesse público.

Pois bem. Sarney vitorioso, a máquina de vazamento entrou em ação. Sei não… A impressão que se tem é que a bala estava na agulha. Acho que, se Viana tivesse vencido, o clã Sarney não estaria enfrentando agora essa maré negativa. Isso, claro, não depõe a favor do presidente do Senado. Só dá conta de que o ambiente institucional anda bem degradado. E que se note: as informações que setores da PF vazam para os jornalistas não douram a biografia da família que dá as cartas no Maranhão. Afinal, eles mandam lá há mais de 40 anos, e aquele é um dos estados mais pobres do país…

Segue trecho de reportagem do Estadão:

PF suspeita que esquema atuou no governo RoseanaPor Felipe Recondo:A investigação feita pela Polícia Federal nas empresas da família Sarney mostra que o suposto esquema que envolveria integrantes do clã em lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos pode ter atuado no Maranhão durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB-MA) no governo do Estado (1998- 2002). A PF quer investigar também se o grupo se valeu de contatos com pessoas indicadas pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para cargos em estatais para obter vantagens em obras públicas.De acordo com documento sigiloso da PF, uma das empresas investigadas – a Proplan – participou da execução do projeto de recuperação da Lagoa de Jansen, obra orçada em R$ 118 milhões. O caso, mesmo antigo, mereceu a atenção da PF na investigação aberta em 2007. Os policiais pediram à Justiça autorização para buscar documentos do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, no que seria a empresa de contabilidade da Proplan.Além disso, em ofício sigiloso encaminhado à 1ª Vara Criminal Federal do Maranhão, a PF informa terem sido “frequentes os contatos promíscuos” entre os integrantes do esquema e o diretor de engenharia da estatal Valec, Ulisses Assad.Assad foi diretor da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) no governo Roseana e indicado para a diretoria da Valec por Sarney. Ele não foi encontrado para comentar a suspeita. Roseana disse, por meio de sua assessoria, que não poderia se manifestar sem antes ter acesso aos documentos da PF e lembrou que as contas de sua gestão foram aprovadas pela Justiça eleitoral.

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