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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Rosa, rosae, rosam…

Opa! Finalmente um pouco daquele Bento 16 que eu estava esperando desde que Josef Ratzinger se fez papa. Ele tornou pública nesta terça uma exortação intitulada Sacramentum Caritatis. Há algumas orientações que, vocês verão abaixo, vão gerar protestos mundo afora. Compreende-se. Quando o papa fala, imagina-se que está falando para todo o mundo. Não! Está […]

Por Reinaldo Azevedo 13 mar 2007, 22h30 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h37
  • Opa! Finalmente um pouco daquele Bento 16 que eu estava esperando desde que Josef Ratzinger se fez papa. Ele tornou pública nesta terça uma exortação intitulada Sacramentum Caritatis. Há algumas orientações que, vocês verão abaixo, vão gerar protestos mundo afora. Compreende-se. Quando o papa fala, imagina-se que está falando para todo o mundo. Não! Está apenas orientando os católicos. O que mais me encantou foi o seguinte: ele convocou todos os padres a “compreender e celebrar a missa em latim” e a cantar o canto gregoriano em parte da liturgia. É claro que os sacerdotes poderão pregar em língua nativa, mas a parte, digamos, universal da missa terá de ser na língua de Cícero. Ou quase. O latim eclesiástico é bem mais simples, com menos inversões da ordem sintática, do que o clássico. Mas será um ganho. Por quê?

    Será porque pobre precisa ouvir reza em latim para chegar ao céu? Não. Acho que a orientação, caso se torne mesmo uma exigência, obrigará os padres a uma formação mais sólida. Tenho falado aqui de educação nesses dois dias por causa do resultado ruim das escolas em São Paulo. A crise chegou aos seminários. Também ali, substitui-se a formação — no caso, a teologia — pela pregação ideológica. Há o risco, como diria Bocage, de o padre só “engrolar alguns sub-venites em voz alta” sem saber o que está dizendo, decorando falas? Há. Mas também se abre a possibilidade de que os melhores aprendam alguma coisa. O canto gregoriano é outra boa idéia. Hoje em dia, ensinam até o “Funk do Senhor” em aulas de catecismo. Sem contar os órgãos de churrascaria, guitarra, bateria…

    Vejam a que coisas me apego… O papa não ficou só nisso. Também declarou que a família, formada pelo homem e pela mulher, é um valor inegociável, declarou a inviolabilidade da vida da concepção à morte (o que exclui aborto e eutanásia), defendeu o celibato para os padres e chamou o segundo casamento, depois do divórcio, de uma “verdadeira chaga”. O papa falou em “una vera piaga“, que é uma palavra de forte apelo religioso. Vai acabar virando “praga” (em italiano, “imprecazione, peste“). Convocou ainda os políticos católicos a darem “testemunho de sua fé”, não votando leis que contrariem os “valores fundamentais” do homem. É isso aí. O papa falou aos católicos. E ninguém é obrigado a ser católico. Isso, sim, felizmente, é uma escolha.

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