Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Renan e Lupicínio

Não brinca! O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se disse hoje contrário ao voto aberto no Senado. Ai, ai. Vocês sabem que esta é uma questão um tanto penosa pra mim. Porque reconheço as virtudes do voto secreto. Mas também disse por que passei a defender o contrário: larápios resolveram se aproveitar de um instrumento da […]

Por Reinaldo Azevedo 26 set 2007, 17h26 • Atualizado em 31 jul 2020, 20h22
  • Não brinca!

    O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se disse hoje contrário ao voto aberto no Senado. Ai, ai. Vocês sabem que esta é uma questão um tanto penosa pra mim. Porque reconheço as virtudes do voto secreto. Mas também disse por que passei a defender o contrário: larápios resolveram se aproveitar de um instrumento da democracia para solapar a vontade democrática. É o pior deste arranjo renanzista-petista: o rebaixamento das instituições. Leiam a fala do homem:

    “O que o poder político não vai fazer com relação à pressão para que a pessoa vote de determinada maneira? Imagina uma corporação votando o julgamento de um membro da corporação no voto aberto. O que é que setores da mídia não vão fazer para que a pessoa vote daquela maneira? Então, o voto secreto é uma conquista da democracia. O voto secreto existe para proteger as pessoas da pressão do poder político e do poder econômico. E também hoje de setores da própria mídia. O voto secreto existe para isso, porque senão as pessoas votarão pressionadas”.

    Se formos limpar a fala de Renan do que há nela de cínico e falsos pretextos, resta uma coisa apenas: ele não quer é a “mídia” vigiando os senadores. Ela, sim, é sua real adversária. E a todos está claro, creio: a unção da imprensa como inimiga do poder — e, pasmem!, da democracia — é uma das vistosas obras do petismo. A tese original é de José Dirceu, ganhou dimensão teórica com Marxilena Oiapoque e Wanderley Guilherme dos Santos e, finalmente, foi instrumentalizada pelo vaqueiro Renan Calheiros.

    É verdade que os senadores ficam expostos às pressões do Executivo em votações abertas. Mas passei a considerar mais desejável uma pressão explicita do que aquela que se dá nos corredores e gabinetes do Senado — onde, sabemos, tudo pode acontecer em matéria de (falta) de decoro.

    Continua após a publicidade

    Se Renan tivesse limites, abster-se-ia de comentar o caso por razoes óbvias. Mas não tem. Ao mandonismo provinciano de que é herdeiro, juntou a tática petista de eleger a imprensa como inimiga, conjunto que parece ter-se casado muito bem com uma desconfiança que tenho a seu respeito, de fundo psicanalítico: ele não tem superego. Por alguma razão, a repressão que cabe à figura masculina, paterna, falhou no seu caso. Renan não pode cantar com Lupicínio Rodrigues: “E a vergonha é a herança maior que meu pai me deixou”. Ainda que o pai tenha deixado.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.