Recontagem não contém protestos no Irã
Conselho dos Guardiães aceita rever resultado, mas oposição queria nova eleição; sete pessoas já morreram em confrontos Apesar de regime reforçar cerco a oposicionistas, Teerã é palco de novos atos pró-Mousavi; cidade também vê manifestação pró-governo Saman Aghvami/Isna/Associated Press Partidários do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante manifestação ontem em Teerã; alguns exibiam imagens […]
Conselho dos Guardiães aceita rever resultado, mas oposição queria nova eleição; sete pessoas já morreram em confrontos
Apesar de regime reforçar cerco a oposicionistas, Teerã é palco de novos atos pró-Mousavi; cidade também vê manifestação pró-governo
Saman Aghvami/Isna/Associated Press
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Partidários do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante manifestação ontem em Teerã; alguns exibiam imagens do líder supremo do país, Ali Khamenei
Por Raul Juste Lores, na Folha:
Após o maior protesto contra o governo em 30 anos de regime dos aiatolás, que deixou sete mortos anteontem, o Conselho dos Guardiães, instância máxima jurídica do Irã, negou ontem o pedido da oposição de se convocar novas eleições.
Depois das acusações de fraude na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o conselho decidiu que serão recontados os votos em algumas áreas do país.
“Recontar algumas urnas não muda quase nada o resultado”, reagiu o líder opositor Mir Hossein Mousavi, segundo seu comitê. “Convocar novas eleições é a única maneira de fazer as pessoas ainda acreditarem neste sistema”, afirmou.
Uma nova passeata da oposição, que aconteceria na praça Liderança às 17h, foi cancelada ontem, depois que partidários de Ahmadinejad marcaram uma contramanifestação no mesmo lugar, às 16h.
“Por favor, pela vida de todos, peço que não participem da marcha de hoje”, disse mensagem colocada pela manhã no site de Mousavi.
No dia anterior, sete pessoas foram mortas ao final de uma manifestação pró-Mousavi que reuniu pelo menos 1 milhão de pessoas, nos cinco quilômetros que separam as praças da Revolução e da Liberdade.
Depois de ignorar os protestos por três dias, o telejornal da TV estatal fez uma reportagem sobre o “vandalismo” da oposição e as mortes, e chamou os manifestantes de “criminosos”. Não houve transmissão das imagens do protesto.
Como mensagens de texto por celular e redes sociais da internet continuam bloqueadas, a oposição tem se valido de propaganda boca a boca para organizar novas marchas, como um funeral simbólico aos sete mortos de ontem.
Uma manifestação em frente à sede da TV estatal aconteceu ontem pela manhã e reuniu 20 mil pessoas. Parte dos manifestantes usavam máscaras, como aquelas para evitar a transmissão de gripes, para proteger sua identidade dos serviços de segurança iranianos. Aqui





