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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Petistas soltos fazem o 5º Congresso; Dilma defende recessão como “tática”, e Lula tem um plano para o Brasil: atacar a imprensa

Um partido em decadência. Essa é a síntese do primeiro dia do 5º Congresso do PT, que se desenvolveu entre a contradição, a dispersão e o ressentimento. Incrível, mas ninguém por ali dizia coisa com coisa.  Recorrendo a um velho chavão da esquerda, a presidente Dilma Rousseff se deslocou da Bélgica para a Bahia para […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 01h10 - Publicado em 12 jun 2015, 08h56

Um partido em decadência. Essa é a síntese do primeiro dia do 5º Congresso do PT, que se desenvolveu entre a contradição, a dispersão e o ressentimento. Incrível, mas ninguém por ali dizia coisa com coisa.  Recorrendo a um velho chavão da esquerda, a presidente Dilma Rousseff se deslocou da Bélgica para a Bahia para falar aos companheiros sobre tática e estratégia, como se estivesse numa antiga reunião da VAR-Palmares — a Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares. Disse a mandatária: “O PT é um partido preparado para entender que, muitas vezes, as circunstâncias impõem movimentos táticos para alcançar o objetivo mais estratégico: a transformação do Brasil em uma nação desenvolvida e mais justa”. Entendi: os juros, que Rui Falcão, no mesmo encontro, classificou de “escorchantes”, e a recessão são os caminhos da redenção socialista, que o PT diz ainda buscar. Os companheiros é que não perceberam.

Dilma teve um ataque de Fidel Castro ou de Hugo Chávez. Falou por longuíssimos 50 minutos. Começou com o auditório cheio e terminou com ele esvaziado. Ninguém mais dava bola para a sua “recessão de salvação”. Enquanto discursava, petistas abriram, num canto do salão, uma faixa em que se lia: “Abaixo o Plano Levy”, como se isso existisse. Nesse aspecto, ao menos, Dilma foi honesta: não existe um “Plano Levy”; existe um “Plano Dilma”.

A presidente apelou ao partido que apoiasse o governo depois de Falcão dizer, como antecipado aqui ontem, que “o PT não acredita que é possível retomar o crescimento provocando recessão. Nem que se possa combater a inflação com juros escorchantes e desemprego de trabalhadores e máquinas”. Vale dizer: O PT, segundo Falcão, não acredita no que diz a presidente, que, por sua vez, asseverava estar fazendo apenas um recuo tático, como, sei lá, Mao Tsé-tung ou Lênin.

Lula despertou um pouco mais de atenção. Porque, afinal, é Lula. Mas, segundo o relato de pessoas presentes, não muito. E o Babalorixá de Banânia? Apresentou alguma saída para o Brasil? Sim! O rancor. O companheiro tomou o microfone para atacar a imprensa, citando as empresas de comunicação como exemplos de má gestão e de perversidade, já que demitiram profissionais.

Afirmou: “Esses veículos falam tanto do nosso governo… Não são capazes de administrar a própria crise sem jogar o peso nas costas dos trabalhadores. E acham que podem ensinar como administrar um país com mais de 200 milhões de habitantes”. É uma fala para mobilizar boçais, que é a plateia que está restando aos companheiros. Fosse como ele diz, nos momentos de crise, jamais haveria demissões, não é? Ou os demais setores da economia não estão desempregando também? Ou esse desemprego não é uma consequência, inclusive, da recessão, que a companheira Dilma chamou de “movimento tático”?

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Se o desemprego atingisse apenas jornalistas, os petistas ainda conseguiriam sair às ruas e ir a restaurantes. Ocorre que eles estão tendo de cair na clandestinidade porque a crise é bem mais séria.

O que se viu na Bahia, em suma, foi o retrato da decadência, o que é uma boa notícia para o Brasil. Na linha de frente da mesa de autoridades, Lula, Dilma e Rui Falcão, cada um atirando para o lado. Na segunda fileira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que não consegue dar as caras nem em ciclofaixa, e o enrolado governador de Minas, Fernando Pimentel.

João Vaccari Neto não foi porque está preso.

A rigor, a gente pode dizer que esse 5º Congresso do PT juntou os petistas que ainda estão soltos.

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