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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Pedro Novais já era. E o “toma lá, dá cá”

Aquele joguinho de palavras de Dilma Rousseff na entrevista concedida a Patrícia Poeta, do Fantástico, tem um novo capítulo. Indagada sobre como lidava com o “toma lá, dá cá” da base aliada, a presidente desafiou a jornalista a exibir um exemplo do “dá cá” que ela explicaria o “toma lá”. Infelizmente, a Soberana ficou sem […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h46 - Publicado em 14 set 2011, 17h47

Aquele joguinho de palavras de Dilma Rousseff na entrevista concedida a Patrícia Poeta, do Fantástico, tem um novo capítulo. Indagada sobre como lidava com o “toma lá, dá cá” da base aliada, a presidente desafiou a jornalista a exibir um exemplo do “dá cá” que ela explicaria o “toma lá”. Infelizmente, a Soberana ficou sem resposta e se encarregou ela própria de fazer a entrevista voltar para o trilho do bate-papo. Pois bem.

Pedro Novais, ministro do Turismo, já era! O PMDB agora está em guerra para nomear seu substituto. Como ele se tornou ministro é um desses mistérios sem segredos. Foi o “toma lá, dá cá”. Dilma nem o conhecia. É que a presidente disse ao PMDB: “Dá cá o apoio e toma lá os ministérios”. O Turismo entrou na cota. Entregue a pasta de porteira fechada, aí o partido é que tinha de se haver com os seus vários senhores feudais.

O Turismo entrou como um agrado extra na cota de Sarney. Quem indicar para o cargo? Ah, vai o Pedro Novais mesmo? “Pedro quem?”, poderia ter indagado Dilma. “Presidente, isso é assunto nosso!” E assim ele se tornou o titular da pasta, estreando no noticiário com a festa feita no motel, paga com dinheiro público. O resto, a gente viu. Dilma se encontrou com ele uma única vez.

É esse modelo, que conduz a tal rigor nas nomeações e nas composições políticas, que os petistas estão empenhados hoje em manter na reforma política. O PT até já escalou alguns pensadores livres como um táxi para defender este exemplo de democracia. Dizem até que, se Obama tivesse um PMDB e um PR, Arnaldo Jabor dormiria mais tranqüilo e pararia de fazer campanha contra os republicanos junto ao eleitorado brasileiro… Aí só lhe restaria ser “combativo” na… China!

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