Chamem a tecla SAP ao debate. É evidente que eu nada tenho contra Bernardinho, o técnico da Seleção Brasileira de Vôlei. Só a favor. Assisti a todos os jogos, exceção feita, vejam só, à partida final porque incompatível com os meus horários. Ficava aqui escrevendo, de olho no placar. O que critico é essa picaretagem […]
Por Reinaldo Azevedo
4 dez 2006, 02h19 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h56
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Chamem a tecla SAP ao debate. É evidente que eu nada tenho contra Bernardinho, o técnico da Seleção Brasileira de Vôlei. Só a favor. Assisti a todos os jogos, exceção feita, vejam só, à partida final porque incompatível com os meus horários. Ficava aqui escrevendo, de olho no placar. O que critico é essa picaretagem — um neopentecostalismo corporativo — das palestras motivacionais que usam esportistas como exemplos ou propõem desafios na mata num fim de semana. Não passam de inutilidades — quando não é coisa de tarados mesmo. Tenho um amigo, da diretoria de um banco, que foi obrigado a se arrastar no chão em sessões de, sei lá eu, descarrego emocional, em companhia de outras vítimas. Também teve de apalpar — e ser apalpado por — estranhos ou gente que detestava. Aprovou a experiência num único caso: uma moça que não lhe dava bola. Ele aguarda ansioso o próximo seminário, já que ela se mantém irredutível. E ele continua interessado em praticar com elas todas as metáforas físicas da competição cooperativa para atingirem juntos (no melhor dos mundos, ao mesmo tempo) um objetivo comum…
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