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Operação caça-favorito

Trecho do artigo de Dora Kramer no Estadão de hoje:A estratégia do silêncio máximo e da mobilidade mínima adotada por Serra para ver se escapava ao bombardeio pré-eleitoral não deu certo. Ele acreditou que ficando quieto em público e oficialmente dedicado só à administração do Estado, estaria preservado até o início de fato do processo […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h45 - Publicado em 21 mar 2008, 06h47

Trecho do artigo de Dora Kramer no Estadão de hoje:
A estratégia do silêncio máximo e da mobilidade mínima adotada por Serra para ver se escapava ao bombardeio pré-eleitoral não deu certo. Ele acreditou que ficando quieto em público e oficialmente dedicado só à administração do Estado, estaria preservado até o início de fato do processo sucessório.
Ocorre que “os russos” não entenderam assim as regras do combinado e trataram de pôr seus blocos na rua com dois anos de antecedência e um objetivo comum: torpedear o primeiro colocado nas pesquisas.
Sem candidato, o presidente Luiz Inácio da Silva começou a campanha da própria sucessão de olho nos candidatos do adversário, os governadores de São Paulo e de Minas Gerais, Aécio Neves.
No primeiro, enxergou o perigo real da derrota no projeto de fazer o sucessor ou, pelo menos, de não ver eleito um político a ele completamente antagônico.
No segundo, viu a possibilidade de semear a discórdia no campo adversário, tentar interferir no curso das águas e de alguma maneira desviá-las para seu usufruto.
Assim, já enviou recados ao governador Aécio Neves dizendo que, se ele quiser, mude de partido e terá o apoio para se candidatar. Incentiva Ciro Gomes, cujo ódio a Serra (recíproco) certamente o fará porta-voz de pesados ataques na campanha e patrocina entre os aliados de seu governo a montagem de uma verdadeira armada contra o tucano de São Paulo.
(…)
Internamente no PSDB dá-se movimento semelhante. O partido tem pesquisas mostrando a preferência de Serra até entre o eleitorado hoje fiel ao presidente Lula, mas, à exceção do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não há um só cardeal tucano que não diga que Serra, antes de “querer”, precisa “saber” ser candidato. Equivale a dizer que deve sorrir, abraçar, receber, falar, visitar, discursar, lavar, passar e costurar.
Resumindo: fazer como faz Aécio Neves.
Só que, para isso – e aí vemos como é difícil a vida de um favorito – teria de abandonar sua personalidade e virar um arremedo de quem com ele tenta ficar ombro a ombro mostrando-se como contraponto.
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