O papa e os moradores de rua
Representantes da Igreja Católica fizeram chegar à Prefeitura de São Paulo a preocupação com os moradores de rua durante a estadia no papa Bento 16 na cidade, o que é, para dizer pouco, uma ironia. Parece que os religiosos gostariam que a administração, nesse período, enviasse os sem-teto para albergues. Pois é… Já falaram com […]
Sempre que a cidade implementa a política de estímulo a que os chamados moradores de rua busquem o albergue, o padre estrila. Porque acha que a praça é do miserável como o céu é do condor. Conta, para tanto, com o apoio do jornalismo filopetista, que também adora fazer caridade com adjetivos — desde que o mendigo não fique debaixo de sua porta. O sem-teto, para eles, tem de ter garantido o direito de ir, vir e dormir. Mas nas calçadas alheias e nos logradouros públicos.
Eu jamais ocuparia um cargo político porque não tenho temperamento para tanto. Mas eu adoraria, nessa hora, ser prefeito ou secretário só por cinco minutos. A resposta que eu daria: “O problema é da Igreja; é do padre Júlio”. A Prefeitura não vai tirar ninguém da rua contra a sua vontade — porque não é seu papel e não lhe cabe legalmente. Mas é bom a Igreja saber que os moradores de rua de São Paulo são uma das “conquistas” da Escatologia da Libertação.
Talvez Bento 16 não saiba, mas, em São Paulo, a sua igreja, em vez de estimular os miseráveis a buscar teto, comida e água quente para banho, defende o seu “direito” de morar na rua. E chama qualquer iniciativa para tirá-lo dali de “higienista”. Eu acho que uma boa medida seria o Poder Público cuidar desses miseráveis, e a Igreja Católica cuidar mais de seus padres.
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