O monopólio da verdade dos mentirosos
Respondi ontem a dois petralhas, bocós como sói acontecer, que me atribuíram, ao vivo e em cores, coisas que eu não havia escrito. Vejam lá, às 17h24, no texto “A hora dos ruminantes”. Como sempre acontece nesses casos, muitos leitores habituais do blog enviam mensagens mais ou menos assim: “Para que perder tempo com essa […]
O caso a que respondia lá é até prosaico. Afirmei que muitos professores, nas escolas, atacam a privatização da telefonia a alunos com celular. E um bestalhão não teve dúvida: “O aluno que estuda em escola pública não pode ter o direito de ter um celular? Só os filhinhos de papai podem ter esse direito?” Como ele chegou a tal conclusão a partir do que escrevi é um mistério. Deve ser um desses pobres coitados vítimas do mascatismo subjornalístico — só que o Mão Peluda ganha para escrever seus cretinismos; já as vítimas de sua empulhação ficam apenas com a desinformação e com a burrice. Que se danem. Dou-lhes um pé nos fundilhos porque não os quero aqui.
Vamos ver: por que razão eu me incomodaria com o fato de os pobres terem celular? Por que é que eu e tanta gente defendíamos a privatização da Telebras? Para que os investimentos do capital privado pudessem atender a duas demandas: a) universalizar os serviços — que foram universalizados; b) permitir o ingresso do país, para valer, na economia da informação, o que também aconteceu. Mas quê… Aos nossos estudantes, os esquerdopatas continuarão a martelar a mentira, como se tivessem o monopólio da verdade, de que a Telebras foi vendida a preço de banana, de que tudo não passou de uma trama do neoliberalismo etc e tal.
Imaginem como deve ser fácil e claro o mundo dos petralhas amestrados, esses coitadinhos que servem de massa de manobra da petralhada da bufunfa: existem eles, pessoas generosas, que só buscam a igualdade e a felicidade dos pobres, e existimos nós, os “Outros”, maus como pica-paus. Eles querem celular para todo mundo; nós queremos só para os filhos de papai. Mas esperem aí: quem fez o telefone chegar aos pobres foi o “nosso” modelo (o dos ditos “neoliberais”), não o deles. No modelo “deles”, linha telefônica era declarada como um bem no Imposto de Renda.
Em 1996, eu me mudei de Brasília para São Paulo e paguei US$ 6 mil por uma linha fixa, comprada numa daquelas empresas que funcionavam como bolsa de telefones. Em 2003, vim para o apartamento onde moro hoje e simplesmente pedi que a desligassem. Já não valia um tostão. Ou melhor: valia muito! Já havia, então, quase 100 milhões de pessoas com acesso a telefone fixo ou celular. E ali estava um dos grandes benefícios da privatização: ela permitiu a socialização da telefonia. Afinal, com efeito, não existe “socialismo” melhor do que o capitalismo quando funciona direito…
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