O caderno Metrópole, do Estadão, precisa decidir se a Prefeitura de São Paulo é conivente com o megacontrabandista Law King Chong ou se está exagerando na dose para reprimi-lo. Explico-me. Há três dias, o jornal noticiou com destaque que o “empresário” inauguraria um shopping popular no Pari com o apoio da Prefeitura. O prefeito Gilberto […]
Por Reinaldo Azevedo
17 nov 2007, 05h11 • Atualizado em 31 jul 2020, 20h12
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O caderno Metrópole, do Estadão, precisa decidir se a Prefeitura de São Paulo é conivente com o megacontrabandista Law King Chong ou se está exagerando na dose para reprimi-lo. Explico-me. Há três dias, o jornal noticiou com destaque que o “empresário” inauguraria um shopping popular no Pari com o apoio da Prefeitura. O prefeito Gilberto Kassab não sabia de “parceria” nenhuma. Tanto é que mobilizou a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do estado para dar uma blitz no local. E, claro, encontrou-se lá o óbvio: uma montanha de produto pirata. O prefeito participou ativamente da operação. No que pode ser uma variante da armadilha, o jornal perguntou a Kassab se ele “dirigiu” a operação. O prefeito respondeu que sim. E dois advogados foram convocados para dizer que isso não é papel dele etc. É claro que a “direção” não diz respeito à parte policial. O que o prefeito fez foi mobilizar a Polícia e acompanhar a diligência. E agiu com correção. Afinal, a tal “parceria” havia sido noticiada com destaque, não é mesmo? O título da reportagem chega a ser engraçado: “Kassab admite ter dirigido operação contra chinês”. Esse “admite” faz supor alguma exorbitância, que, absolutamente, não houve. O que vimos foi uma bem-sucedida operação juntando Prefeitura, governo do Estado e Polícia Federal. É evidente uma certa tentativa de caracterizar a atuação de Kassab como mero marketing. Aí fica difícil, não? Se a autoridade não age, é omissa; se atua, é marqueteira.
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