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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O ESBULHO DO MST E A IMPRENSA – COMO FRAUDAR OS FATOS E INFLUENCIAR PESSOAS

Leiam atentamente esta notícia do UOL. Volto em seguida: Líderes do MST são presos após tentativa de invasão Depois de sofrerem despejo da fazenda Monte D´este, em Campinas, na quarta-feira (28/4), as 150 famílias do acampamento Rosely Nunes ocuparam na manhã desta sexta-feira (30/4) a fazenda São João do Atibaia, também em Campinas. Mesmo sem […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 15h25 - Publicado em 30 abr 2010, 16h07

Leiam atentamente esta notícia do UOL. Volto em seguida:

Líderes do MST são presos após tentativa de invasão

Depois de sofrerem despejo da fazenda Monte D´este, em Campinas, na quarta-feira (28/4), as 150 famílias do acampamento Rosely Nunes ocuparam na manhã desta sexta-feira (30/4) a fazenda São João do Atibaia, também em Campinas.

Mesmo sem ter mandado de reintegração de posse, a Polícia Militar fez o despejo das famílias e levou  militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Sintraf (Sindicato da Agricultura Familiar) detidos para a delegacia. O clima está tenso no local.

A Polícia Militar informou que foi acionada, de manhã, pelo proprietário da Fazenda  Santo Antonio do Atibaia, na estrada Municipal Maestro Carlos Gomes, Bairro Tanquinho. Ele informou que membros do MST estavam invadindo a fazenda. Imediatamente, várias viaturas foram para o local e impediram que a invasão fosse concretizada. Foram retiradas 39 pessoas do local.

Os líderes do movimento foram conduzidos ao 4º DP e serão indiciados pelo crime de Esbulho Possessório, denominação jurídica para toda invasão violenta para usurpar um imóvel residencial, comercial ou rural. No local, permanecem viaturas da Força Tática do 8º Batalhão de Polícia Militar e aguardam a chegada de ônibus que farão o transporte dos membros do MST para uma área cedida pelo Sindicato dos Químicos, em Valinhos.
Segundo a PM, os eventos do MST prejudicam o policiamento na região central de Campinas, pois várias viaturas são deslocadas para os locais invadidos, desguarnecendo locais que necessitam de policiamento ostensivo e preventivo constantes, podendo ocorrer um aumento dos índices de criminalidade.

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Comento
Sim, leitor, o texto foi redigido para você se comover com essas pobres vítimas que são os ditos “sem-terra”. Vejam que se escreve que eles “sofreram despejo”. “Sofrer despejo” quer dizer que eles invadiram uma propriedade privada e que a Justiça mandou sair. SE ALGUÉM INVADIR A SUA CASA OU APARTAMENTO LEITOR, ACIONE A JUSTIÇA PARA QUE OS MALANDROS “SOFRAM DESPEJO”. Ou indique o endereço do repórter condoído. Se você for rápido, a invasão nem acontece. Acompanhem.

Agora vamos ao segundo parágrafo. Vejam que se tenta caracterizar a ação da polícia como arbitrária porque impediu a invasão “mesmo sem ter mandado de reintegração de posse”. Começa que Polícia “não tem mandado” coisa nenhuma. Ela recebe uma ordem da Justiça para executar um mandado — é o proprietário que o recebe. Em segundo lugar, mas não menos importante, a polícia não é parte da Justiça. Ela tem uma função preventiva. Aliás, num país realmente civilizado, ela é mais preventiva do que repressiva: atua para impedir o cometimento do crime.

No caso, está de parabéns a polícia de Campinas por ter impedido a ação criminosa. No caso de o repórter estar descontente, chateado ou solidário com os sem-terra, resta escrever um texto de alcance geral defendendo a tese de que a Polícia, mesmo advertida de que um crime está sendo tramada, deve ficar quietinha, jogando Gamão: só levanta o traseiro da cadeira se um juiz mandar. Ou será que este louvável ponto de vista só vale para a propriedade rural?

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