Zé Trindade e Consuelo Leandro em Mulheres à Vista (à esquerda) e Woody Allen numa das peles de Zelig Lula disse que estava brincando quando sugeriu, na prática, que gente que chega aos 60 na esquerda é gagá. Desculpou-se e afirmou que o país não pode perder o humor. Brincando? O Apedeuta é uma piada […]
Por Reinaldo Azevedo
13 dez 2006, 23h25 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h54
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Zé Trindade e Consuelo Leandro em Mulheres à Vista (à esquerda) e Woody Allen numa das peles de Zelig
Lula disse que estava brincando quando sugeriu, na prática, que gente que chega aos 60 na esquerda é gagá. Desculpou-se e afirmou que o país não pode perder o humor. Brincando? O Apedeuta é uma piada permanente, mas involuntária. Eu o comparei, no Primeira Leitura, há quase dois anos, a Zelig, aquela personagem de Woody Allen, imagem retomada outro dia, com propriedade, por Merval Pereira, em O Globo. Quando ele é linear, faz discurso, digamos, de direita para gente de direita e de esquerda para gente de esquerda. Quando resolve ser sagaz, inverte o óbvio: já puxou a orelha do MST, reprovando invasões de terra, e já deu pito em empresários, criticando seu conservadorismo. Em suma, ora é Leonard Zelig, mimetizando sempre o discurso daquele com quem fala, ora é Zé Trindade, optando pelo humor exótico, para chocar o salão. Zé Trindade, para quem não sabe, era um ator/personagem famoso nas chanchadas brasileiras, num tempo em que o cinema não ia à capital reivindicar facilidades em nome do povo. Dependia só do público. Não vendia caro suas metáforas libertadoras. Mas este já é outro assunto.
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