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Reinaldo Azevedo

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Isto é Lula

Lula esteve hoje na favela Heliópolis, em São Paulo, e depois em Santo André, cidade administrada pelo PT — aquela, sabem?, do prefeito Celso Daniel, que lidera uma impressionante lista de oito cadáveres. Na favela, estava acompanhando do governador José Serra, do PSDB, e do prefeito Gilberto Kassab, do DEM. Em Santos, também em companhia […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h29 - Publicado em 20 Maio 2008, 20h40
Lula esteve hoje na favela Heliópolis, em São Paulo, e depois em Santo André, cidade administrada pelo PT — aquela, sabem?, do prefeito Celso Daniel, que lidera uma impressionante lista de oito cadáveres.

Na favela, estava acompanhando do governador José Serra, do PSDB, e do prefeito Gilberto Kassab, do DEM. Em Santos, também em companhia de Serra, Juvenal Antena foi inclusivo, entendem? Fez as pazes com “Evilázio” e deixou claro, mais ou menos no estilo docemente fascitóide do líder da Portelinha, por que as coisas são tão lentas no Brasil: culpa da burocracia, do técnico que pega uma palavra errada num documento, das leis ambientais, do Ministério Público, da Justiça. E emendou: “Este é o país jurídico que nós construímos”. Em seguida, disse dar graças a Deus porque tem a Dilma, a “mãe do PAC” — segundo ele, a ministra consegue vencer todos os entraves. É, deve ser: neste ano, JÁ FOI GASTO 0,58% DOS RECURSOS DO PAC… Santo Deus! E aí brincou, afirmando que Serra, querendo copiá-lo, escolheu também uma Dilma pra ele. Referia-se a Dilma Pena, secretária de Saneamento e Energia de São Paulo. Evitou o proselitismo.

As platéias, em eventos do PAC, vocês sabem, são especialmente selecionadas. Em São Paulo, Kassab falou. Começou vaiado e terminou aplaudido, quando lembrou as obras da Prefeitura na Portelinha — quero dizer, em Heliópolis. Serra também discursou, aplaudido desde o inicio, com alguns bolsões de vaias de setores organizados do petismo. Bem, será sempre assim em solenidades do PAC. Ou muito pior.

Em Santo André, sem a oposição por perto, a coisa já foi diferente. Viu-se campanha eleitoral desbragada mesmo. Lula foi recebido com pedidos de terceiro mandato. Ele rejeitou a hipótese, mas afirmou que vai fazer seu sucessor, sim. E a platéia não teve dúvida: “Olê, olê, olé, olá, Dilmá, Dilmá…” Ironizou as oposições, atribuindo-lhes a afirmação de que ele, Lula, tem é sorte: “Aqueles que achavam que nós íamos levar o Brasil para o buraco, aqueles agora inventaram o seguinte: ‘Ah, o Brasil está dando certo porque o Lula tem sorte. Esse Lula tem uma sorte danada’. Agora, eu pergunto aqui: ‘Quem é a mulher que casa com o homem que não tenha sorte? Quem é o homem que vai casar com uma mulher azarada? Olha, Deus queira que, daqui para frente, o Brasil só eleja um presidente com muita sorte. O cara que tem azar é o cara que perde as eleições.’”

E mandou bala na imprensa: “Nem sempre a imprensa diz tudo o que está acontecendo no Brasil. Às vezes, se a gente quiser saber mais a gente lê a imprensa internacional, que fala bem. Nunca vi como a imprensa espanhola, alemã, americana, inglesa gosta tanto do Brasil. A nossa demora mais para enxergar.”

Eis Lula. Na presença das oposições, afago; na ausência, porrada. No conjunto da obra, em um só dia, ataque às leis ambientais, ao Ministério Público, à Justiça e a imprensa.

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