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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Gilberto Dimenstein, o aprendiz de Salomão

Alguém vai acabar arrumando a estrovenga, acho eu. Às 2h16 desta terça, o texto de Gilberto Dimenstein no UOL está tão ruim, mas tão ruim, que chego a acreditar que foi ele mesmo que escreveu. Reparem no início do segundo parágrafo. Alguém entendeu? Observem também o lado salomônico de Gilberto. Tanto Serra como Lula estão […]

Por Reinaldo Azevedo 22 ago 2006, 03h21 • Atualizado em 31 jul 2020, 23h18
  • Alguém vai acabar arrumando a estrovenga, acho eu. Às 2h16 desta terça, o texto de Gilberto Dimenstein no UOL está tão ruim, mas tão ruim, que chego a acreditar que foi ele mesmo que escreveu. Reparem no início do segundo parágrafo. Alguém entendeu?

    Observem também o lado salomônico de Gilberto. Tanto Serra como Lula estão errados. Afinal, ele é um jornalista imparcial e isento. Embora, claro, logo no primeiro parágrafo, insista na mentira de que o tucano atribuiu à migração a má qualidade do ensino em São Paulo. Gilberto é um Salomão que realmente mandaria cortar a criancinha ao meio — fazendo uma média ponderada antes de passar o serrote. Ó, Gilberto, Salomão tava sendo sagaz, tá?

    E também adoro a tática de atribuir a alguém algo que não disse, mas fazendo-o com aquele passo macio de gato: chama Serra de “intelectual brilhante”. É o que eu chamo de tática “miau-miau” de argumentação. Amola as unhas no sofá da sala e depois sai miando elogios.

    Como vêem, minha paciência com essa gente chegou ao fim. Gilberto tem de parar de ser o dono da educação brasileira. Ao menos enquanto escrever como quem serra crianças ao meio. Segue o texto. Alô, UOL: é preciso corrigir logo essa miséria. Ou manda o homem pro Projeto Aprendiz.
    *
    José Serra falou uma bobagem, ao afirmar que a má qualidade de ensino em São Paulo se deve à migração. Lula está transformando essa bobagem numa leviandade, ao acusar o ex-prefeito de discriminar os nordestinos.

    É constrangedor ver e ouvir Serra, um intelectual brilhante, se mostrar tão simplório ao explicar, pela migração, um tema tão complexo pela migração, o que deu margem a seus adversários o acusarem, forçando a barra, de preconceito –em nenhum momento ele citou a procedência dos migrantes. Assim como é constrangedor ver e ouvir Lula, um presidente da República, querendo que Serra os tivesse desrespeitado os nordestinos para desgastá-lo diante do eleitorado. Nesse caso, o presidente está manipulando os nordestinos.

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    Se o ataque vai pegar, ainda teremos de esperar pela próxima pesquisa. O fato é que, do jeito que está, esse debate não se presta em nada para a discussão de políticas que melhorem a educação. Muito melhor seria se soubéssemos, em detalhes, o que Lula e Serra planejam para melhorar o nível de ensino, gerando um debate mais qualificado.

    É por essas e outras que cada vez mais pessoas viram as costas ao palavrório dos políticos.

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