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Juiz manda prender primeira-dama e vice de Campinas

Por Silvio Navarro e Marília Rocha, na Folha: A Justiça de Campinas determinou a prisão da primeira-dama, Rosely Nassim Santos, por acusação de chefiar esquema de desvios de recursos e fraudes em contratos da prefeitura. Ela está foragida. Além de Nassim, o juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, determinou na noite […]

Por Reinaldo Azevedo 11 jun 2011, 07h33 | Atualizado em 31 jul 2020, 11h40
Juiz manda prender primeira-dama e vice de Campinas Priorizar nos meus resultados Google

Por Silvio Navarro e Marília Rocha, na Folha:
A Justiça de Campinas determinou a prisão da primeira-dama, Rosely Nassim Santos, por acusação de chefiar esquema de desvios de recursos e fraudes em contratos da prefeitura. Ela está foragida. Além de Nassim, o juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, determinou na noite de anteontem a prisão de mais seis pessoas, entre elas o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), também foragido. O juiz solicitou que a Polícia Federal bloqueie os passaportes dos dois. As prisões foram decretadas após denúncia formalizada por promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), que investigam as suspeitas de desvios desde 2009. No total, 22 pessoas foram denunciadas. Apontada pela Promotoria como mentora do esquema, Nassim é acusada de formação de quadrilha, corrupção passiva e de fraudes à Lei de Licitações. O petista é acusado de formação de quadrilha e corrupção passiva.

“Acreditar que depois de tantos anos, em tese, desviando recursos públicos, agora […] vão cessar as eventuais atividades criminosas é ser no mínimo ingênuo”, afirmou o juiz. Nassim estava protegida por habeas corpus obtido por seu marido, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT). O desembargador do Tribunal de Justiça Amado de Faria afirmou que o habeas corpus só seria válido se o marido também estivesse envolvido, o que foi descartado. Ontem, o procurador-geral do Estado, Fernando Grella, se reuniu com os promotores de Campinas para avaliar se há indícios de envolvimento do prefeito, o que levaria a investigação -ou parte dela- para outra instância. “Caso eles detectem indícios ou provas [da participação do prefeito], tomarão medidas para que esses elementos sejam deslocados para a Procuradoria”, disse Grella.

O eixo das apurações é o depoimento do ex-presidente da Sanasa (empresa mista de saneamento) Luís Augusto Aquino, que optou pela delação premiada e revelou detalhes do esquema em troca de proteção judicial. Segundo Aquino, Nassim ficava com parte dos valores dos contratos públicos supostamente desviados. Ela era chefe de gabinete da prefeitura -foi exonerada. Aqui

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