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Esquerda armada não é terrorista, diz Tarso

Por Kennedy Alencar, na Folha. Comento em seguida:O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou à Folha que os grupos de esquerda que adotaram a luta armada contra a ditadura militar “não podem ser classificados como terroristas”. Tarso disse, porém, que a luta armada foi “um equívoco”, apesar de essa decisão ser “compreensível historicamente”.“No caso brasileiro, […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 18h39 - Publicado em 5 nov 2008, 05h53

Por Kennedy Alencar, na Folha. Comento em seguida:
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou à Folha que os grupos de esquerda que adotaram a luta armada contra a ditadura militar “não podem ser classificados como terroristas”. Tarso disse, porém, que a luta armada foi “um equívoco”, apesar de essa decisão ser “compreensível historicamente”.
“No caso brasileiro, um ou outro ato de terrorismo pode ter acontecido, mas não houve nenhuma organização que usasse os métodos do terror como prática permanente”, disse.
Anteontem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou que o “crime de terrorismo é imprescritível”, ao comentar o debate sobre eventual punição a torturadores na ditadura. Mendes rebatera afirmação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “Eu, pessoalmente, como cidadã e indivíduo, acho que o crime de tortura é imprescritível”, disse Dilma.
Já Mendes afirmou: “Essa discussão sobre imprescritibilidade é uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que terrorismo é imprescritível”.
A Folha indagou Tarso a respeito da declaração de Mendes. O ministro da Justiça disse que não responderia especificamente ao presidente do STF, mas aceitou conversar em tese sobre o tema. “Se o Ministério da Justiça não tiver opiniões a respeito dessas questões, emitidas com respeito a quem pensa diferente, não cumpre a sua função política institucional.”
Tarso afirmou que “o terrorismo é sempre uma ação bélica que atinge uma comunidade indeterminada de inocentes que estão fora do conflito”. O ministro afirmou que leis internacionais e a Constituição “tornam o crime de terrorismo perfeitamente enquadrável” como imprescritível, mas reiterou que as organizações de esquerda contrárias à ditadura não se guiaram por esse princípio. “Houve atos isolados.”
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Comento
Caros, estou cansado pra chuchu. Amanhã tenho um dia cheio. Na volta do meu compromisso, trato melhor da declaração de Tarso Genro. Mas estamos começando a chegar a pontos interessantes. Uma organização que assalta um banco, por exemplo, matando gente que nada tem a ver com seu delírio, é ou não uma organização terrorista? E seus membros merecem qual qualificação? Será interessante, inclusive, debater a, digamos, letalidade dos santinhos de Tarso Genro. Meia-dúzia de gatos pingados mataram 116 pessoas. Em ações do regime militar, incluindo o combate à guerrilha, morreram, com muito boa vontade, 424 pessoas — a comissão oficial fala em 376.

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