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Reinaldo Azevedo

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E o Gato Felix estava errado sobre a maleta da Abin, que pode, sim, fazer escuta

Vocês se lembram que o ministro Nelson Jobim (Defesa) dissera que a Abin havia comprado maletas que permitiam fazer grampo telefônico, não? Gato Felix ficou indignado (vejam post da madrugada). Disse que era mentira, que o equipamento fazia varredura, mas não escuta. Então tá. Leiam o que segue no Estadão Online: Por Eugênia Lopes:Afastado há […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h03 - Publicado em 3 set 2008, 22h55
Vocês se lembram que o ministro Nelson Jobim (Defesa) dissera que a Abin havia comprado maletas que permitiam fazer grampo telefônico, não? Gato Felix ficou indignado (vejam post da madrugada). Disse que era mentira, que o equipamento fazia varredura, mas não escuta. Então tá. Leiam o que segue no Estadão Online:

Por Eugênia Lopes:Afastado há três dias do cargo, o diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Milton Campana, admitiu nesta quarta-feira, 3, à CPI dos Grampos , que equipamento da Abin é capaz de fazer escutas em um raio de, no máximo, cem metros. Os equipamentos da Abin estão sendo vistoriados por uma comissão de engenheiros e técnicos do Comando do Exército para averiguar se as chamadas “maletas de varredura” limitam-se a vasculhar a existência de grampos, conforme garantiu o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, a quem a Abin é subordinada.A maleta contém um equipamento que se assemellha a um laptop e possui programas que realizariam não só “varredoras” mas também interceptações telefônicas. Os grampos são feitos sem precisar das operadoras de telefonia.“Os equipamentos não teriam capacidade de qualquer escuta a mais de cem metros. Estamos com uma comissão do Exército na Abin e pelo que ouvi preliminarmente em um terreno limpo, sem nenhuma barreira, poderia acontecer alguma coisa”, disse Campana, ao depor. No depoimento, o diretor afastado da Abin, que foi agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), afirmou ainda que “não tem dúvidas” que está grampeado. Ele argumentou que é praticamente impossível detectar escutas telefônicas clandestinas. “É quase impossível a Abin coibir grampos ilegais”.No depoimento, Campana garantiu que as maletas servem apenas para fazer varreduras ambientais. “A Abin não atua à revelia da legislação pertinente. Não fez e não faz interceptação telefônica. A Abin não atua no submundo, de forma sub-reptícia; não trabalha contra o Brasil. Ao contrário, dedica-se a contribuir para a segurança do Estado brasileiro”, afirmou o diretor afastado. “A Abin não realizou, não patrocinou ações espúrias”, completou.Segundo o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações da Abin, Otávio Carlos Cunha da Silva, o equipamento não serve para fazer interceptações telefônicas.”É impossível fazer interceptação telefônica de celular com esse tipo de equipamento”, garantiu Otávio Carlos. Mas ele admitiu que o equipamento de varredura da Abin é capaz de fazer escuta ambiental desde que haja um “transmissor de alta potência” no ambiente grampeado. “Se tiver paredes, vidros, portas não passa de 25 metros, 30 metros”, observou.O equipamento da Abin é o Omni Spectral Correlator – OSC 5000 que, segundo Campana, foi adquirido em 2006 para o trabalho de inteligência e contra-espionagem para os Jogos Panamericanos, que ocorreram em julho de 2007, no Rio de Janeiro. Essas maletas pesam 13 quilos, de acordo com o diretor Otávio Carlos, e custam com todos os acessórios cerca de 30 mil dólares. “As maletas que interceptam ligações telefônicas têm quebra de algoritmo, o que permite escutar as conversas”, explicou o diretor de Comunicações. “Compramos esse equipamento com a finalidade de fazer varreduras, que frequentemente são solicitadas à Abin”, disse Campana.

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