Oferta Relâmpago: Veja por 7,99
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Droga estreita direita e esquerda num abraço insano

Se as facções criminosas deixassem de ter no tráfico a sua fonte principal de renda, passariam, por acaso, à condição de contribuintes da Receita Federal?

Por Reinaldo Azevedo 17 jan 2017, 05h22 | Atualizado em 6 fev 2017, 16h55
Droga estreita direita e esquerda num abraço insano Priorizar nos meus resultados Google

O lobby em favor da descriminação das drogas é um dos mais fortes do Brasil. A bandeira costuma ser brandida pela esquerda, que mudou sua abordagem sobre o assunto, especialmente a partir do fim da década de 60. Antes tidas como símbolos da alienação burguesa, as substâncias ditas ilícitas passaram à condição de agentes da libertação.

À direita, não são poucas as correntes que pensam a mesma coisa, encarecendo, nesse caso, a liberdade individual. Se o Espírito Santo fornecesse a cada um a droga e a dose de sua predileção, assim poderia ser. Mas a produção, a venda e o consumo ocorrem dentro de uma organização dada; são, pois, fenômenos sociais e econômicos. Meu querido consumidor esquerdista ou libertário! Mesmo quando tudo nos é permitido, nem tudo nos convém. Estamos aqui a falar de Paulo, o Apóstolo. Ademais, a plena liberdade é também a plena solidão.

O tema da descriminação do consumo de drogas, nesse momento, é uma excrescência que atende a um viés puramente ideológico. Ora, se as facções criminosas deixassem de ter no tráfico a sua fonte principal de renda, passariam, por acaso, à condição de contribuintes da Receita Federal, aí já como conglomerados empresariais? Com a devida vênia, é um raciocínio meio asnal. Depois faríamos o quê? A descriminação do roubo de automóveis? Dos sequestros? Dos assaltos? É como o marido ou a mulher que resolve dar sumiço ao sofá em que flagrou o parceiro em saliências com o vizinho ou com a vizinha. Não fosse o sofá…

Então o estado brasileiro não consegue impedir que um preso trancafiado passe adiante uma ordem para matar pessoas ou para meter o terror na sociedade, e uma das ideias que temos para resolver o problema é libertar traficantes — só os pequenos, claro…?

A tese é obviamente insustentável.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
MELHOR OFERTA

Digital Básico

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).