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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Dirceu, o homem que nasceu para mandar. Ou: St. Peter não pensa em contratar Delúbio para o caixa?

Ah, bom, agora entendi. O José Dirceu já teria sido contratado como “gerente administrativo” do hotel St. Peter, em Brasília. Certo! Não vai carregar mala, não! Vai ser chefe mesmo. Não vai pegar no esfregão. Vai é dar ordens. Esse é o Zé! Agora, como se diz lá em Dois Córregos, a coisa “orna”. Na […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 04h55 - Publicado em 26 nov 2013, 16h13

Ah, bom, agora entendi. O José Dirceu já teria sido contratado como “gerente administrativo” do hotel St. Peter, em Brasília. Certo! Não vai carregar mala, não! Vai ser chefe mesmo. Não vai pegar no esfregão. Vai é dar ordens. Esse é o Zé! Agora, como se diz lá em Dois Córregos, a coisa “orna”. Na verdade, para que se adaptasse melhor a condição às qualidades da pessoa, o Zé deveria mesmo é ser o dono do hotel, né?

Eu não sabia — e creio que ninguém soubesse — que o Zé tinha experiência no ramo de hotelaria para assumir, logo de cara, a gerência administrativa. “Ah, Reinaldo, é uma gerência como qualquer outra; de hotel, de restaurante ou de funerária, é tudo a mesma coisa…” Todo mundo sabe que não é bem assim, né? Mesmo a gerência financeira — que é a área mais técnica de todas, a mais descarnada de fatores específicos — requer certo conhecimento de causa. Imaginem quando se trata da administração do empreendimento propriamente.

O St. Peter, segundo li, tem 400 quartos. É coisa grande. A se dar crédito à versão do petista, mesmo estando na Casa Civil, mesmo sendo o homem da articulação política, mesmo sendo o responsável direto pela negociação do Planalto com os partidos, ele não sabia do mensalão, não tinha nada com isso.

O risco de o Zé assumir o comando do St. Peter é o hotel virar a casa da mãe joana sem que ele saiba o que se trama por lá. Vai que comecem a aparecer “recursos não contabilizados” na empresa. A propósito: o St. Peter não pensa em contratar Delúbio Soares como o homem do dinheiro?

Que decepção!
O Zé me decepciona. Achei que ele fosse pedir licença para trabalhar com criancinhas pobres, para prestar serviço voluntário a ONGs que lidam com, como se diz hoje em dia, “pessoas em situação de vulnerabilidade”. Nada disso! Quer logo ser o gerente de um grande empreendimento comercial que — e não é preciso ser muito sagaz para intuí-lo — lhe permitiria exercer tranquilamente a sua profissão. Como é mesmo? Lembrei: “consultor de empresas privadas”.

Consultoria de dia e cadeia à noite.

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